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Arquivo da categoria: Sociologia da Religião

Cientista político diz que 2º turno pode ser decidido por evangélicos

Cientista político diz que 2º turno pode ser decidido por evangélicos

Assim que o resultado das eleições foi anunciado, Rudá Ricci conversou, por telefone, com a IHU On-Line. Ele, que passou o dia analisando as novidades do pleito, afirmou que não esperava o resultado que se deu nas urnas. “O que eu achava, mas não esperava, era que se tivesse segundo turno, era porque faltaria um por cento para Dilma chegar aos 50%. Isso porque a Dilma tinha estancado sua queda e o Serra estacionou. O que alterou essa perspectiva foi o resultado de dois estados brasileiros: Minas Gerais e Paraná”, explicou.

Marina foi a grande surpresa. Ela ganhou colégios eleitorais importantes e inesperados, como Belo Horizonte, e isso mudou totalmente o quadro que as pesquisas indicavam. Jovens, mulheres indecisas e, sobretudo, os evangélicos elevaram a porcentagem de votos da candidata do PV e, por isso, avalia, é o voto conservador que vai definir o segundo turno. “O voto dos evangélicos é muito fiel à estrutura da igreja e não apenas a sua religiosidade. Então, para onde forem os bispos e pastores, o voto vai junto. Lula até tem um acordo político com parte deles, mas esse acordo não valeu agora”, reflete.

Rudá Ricci é graduado em Ciências Sociais pela PUC-SP. É mestre em Ciência Política e o doutor em Ciências Sociais pela Unicamp. Atua como consultor no Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal e do Instituto de Desenvolvimento. É diretor do Instituto Cultiva e professor da Universidade Vale do Rio Verde e da PUC-Minas.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Esse resultado era esperado?
Rudá Ricci – Não, de maneira alguma eu esperava. O que eu achava, mas não esperava, era que se tivesse segundo turno, era porque faltaria um por cento para Dilma chegar aos 50%. Isso porque a Dilma tinha estancado sua queda e o Serra estacionou. O que alterou essa perspectiva foi o resultado de dois estados brasileiros: Minas Gerais e Paraná. A vitória de Beto Richa puxou votos sozinho, porque no Senado ganharam Requião e Gleisi. Então essa “puxada” de votos no final, que fez ele ganhar no primeiro turno, possivelmente gerou um impacto, do ponto de vista eleitoral, no Paraná. Passei recentemente pelo estado e percebi que havia uma situação muito confusa, os eleitores falavam isso, não entendiam como o Richa fez acordo com o Osmar Dias e depois brigaram.
Aqui em Minas foi uma situação muito surpreendente. Para se ter uma ideia, em Belo Horizonte, a Marina venceu a Dilma e o Serra. Ela fez 41% dos votos. É a mesma votação que ela fez no Distrito Federal. O impacto da vitória da Marina é muito maior porque as duas maiores lideranças do PT em Minas, o Fernando Pimentel e Patrus Ananias, foram derrotados neste pleito. O PT sai esfacelado daqui de Minas Gerais. E Marina aparece com uma força política enorme pelo voto dos evangélicos, dos jovens e das mulheres indecisas que votaram nela no final. Essa é a grande novidade que não esperávamos nem de longe. Você via o voto evangélico nesses últimos dias, mas não nessa pujança que vimos no final.

IHU On-Line – O que esperar do segundo turno?

Rudá Ricci – Bom, primeiro precisamos ver o que a Marina vai fazer. Ela é a balança. Marina já tinha anunciado que, se houvesse segundo turno e ela não chegasse, não apoiaria nem um nem outro. Porém, se ela cai fora, a questão é: para onde vão essas três fatias, os jovens, as mulheres indecisas e, principalmente, os evangélicos, que votaram nela? Estes, em termos de massa de votos, são os mais importantes. Agora há pouco o Ricardo Noblat postou uma nota no Twitter dizendo que o Índio da Costa está abrindo mão da vice-presidência da chapa do Serra para que o Fernando Gabeira assuma no seu lugar. Isso é um fato novo, mas Gabeira pode assustar muito o voto evangélico. Mas essa nota mostra que a novidade, nesse momento, está nas mãos do Serra e não da Dilma. Só o apoio da Marina pode aumentar os votos da Dilma. E o Serra tem todo um espectro político-eleitoral em segmento social que ele não tinha e pode acrescentar. Então, para mim, a soma dos votos está zerada.

IHU On-Line – A soma dos votos de Serra e Marina está além do total de votos de Dilma. Este eleitor que não está satisfeito com nenhum dos candidatos que vão para o segundo turno pode ser conquistado com que tipo de discurso?

Rudá Ricci – A questão está com os evangélicos. O IBGE estima que em cinco anos os protestantes significarão 50% da população brasileira que declara sua religião. É um segmento em ascensão no país. Outra característica: é um voto em bloco. O voto dos evangélicos é muito fiel à estrutura de suas igrejas e não apenas à sua religiosidade. Então, para onde forem os bispos e pastores, o voto vai junto. Lula até tem um acordo político com parte deles, mas esse acordo não valeu agora. Vamos ver o que o Lula fará em relação a esse agrupamento político.
O discurso que o conquistará, portanto, é conservador. Esse eleitorado é conservador: contra o aborto, contra o casamento homossexual, contra qualquer característica da ciência acima da fé, está a favor da família. Este grupo é conservador nos seus hábitos, inclusive na vestimenta. Nesse caso, os dois candidatos não têm perfil que facilite essa aproximação com os conservadores. Então, de novo, é o acordo formal com as igrejas que vai definir essa aliança. Os próximos 15 dias definem a eleição.

IHU On-Line – Plínio de Arruda conseguiu atingir o seu objetivo de discutir o que “não era dito”?

Rudá Ricci – Plínio saiu maior do que o partido e maior do que seu próprio discurso. O Plínio, para alguns, é um senhor que fala o que quer, muito inteligente, mas sem peso político. Ele é um senhor respeitado, que foi muito engraçado, mas não politizou mais o país.

IHU On-Line – Dado os resultados, qual a sua visão da presença do lulismo?

Rudá Ricci – Ele ganha uma bancada gigantesca no Congresso Nacional. Lula tem uma inserção importante no Nordeste e em quase todo país. Você pode abrir o mapa das eleições e ver que a Dilma ganhou em quase todo país. Ganhou no Rio de Janeiro, em todo Nordeste, Paraná, Rio Grande do Sul. Lula, sai, portanto, forte. Agora, vamos ver como ele vai jogar. Acredito que ele vá jogar muito pesado. Ele sabe, como todo líder pragmático, que lhe falta o voto dos evangélicos.

Fonte: Portal Metodista
Via: IHU On – Line

Sociólogo afirma que sociedades menos religiosas vivem melhor

Sociólogo afirma que sociedades menos religiosas vivem melhor

Sociedades menos religiosas da Terra tendem, hoje, a ser mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres, e as nações mais religiosas tendem a ser mais corruptas, pobres, dominadas pelo crime e caóticas.

A constatação é do sociólogo Phil Zuckerman, professor do Pitzer College, em Claremont, no sul da Califórnia, que morou 14 meses na Escandinávia, em 2005 e 2006, e entrevistou, em profundidade, 149 dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais.

Zuckerman tinha por objetivo descobrir como esses dois países – Dinamarca e Suécia, aquele no topo de pesquisas internacionais que se referem à felicidade – considerados os menos religiosos do mundo, têm os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social.

O resultado da pesquisa foi apresentado em livro, recém lançado, “Society without God – What the Least Religious Nations can tell us about Contentment (Sociedades sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação).

“Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera”, explicou Zuckerman em entrevista exclusiva ao Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O sociólogo entende que a Dinamarca e a Suécia “provam que é possível que as sociedades sejam relativamente não-religiosas e ainda assim muito honestas e boas. Zuckerman lembrou que para a maioria dos norte-americanos qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-lo no centro de sua cultura será condenada.

Poucos dinamarqueses e suecos, embora dizem crer em Deus, oram a Deus ou acreditam que o Deus literal da Bíblia é real. Eles apresentam os menores índices de crença na vida após a morte, na ressurreição de Jesus, no céu e no inferno, e têm os menores índices de participação semanal na igreja. “Dinamarqueses e suecos são, de fato, muito seculares”, enfatizou o sociólogo ao IHU.

Os valores humanos numa sociedade irreligiosa como a da Escandinávia estão baseados na vida humana. “Os dinamarqueses e suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana”, afirmou o professor do Pitzer College. E acrescentou:

“Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou de alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana”, disse, destacando que “não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça”.

Os dinamarqueses e suecos contam apenas com o seu próprio esforço, não com as orações a Deus, assinalou o sociólogo. Zuckerman frisou que não existe país sem problemas. Problemas existem na Dinamarca e na Suécia. Independente de quais seja esses problemas “diria que eles comumente são piores em qualquer outro lugar”.

Zuckerman destacou que não quer, com isso, propor uma sociedade ateísta. “Eu acho que a religião pode ser uma coisa boa e moral. Eu acho que a religião oferece histórias e rituais maravilhosos, que os líderes religiosos ajudam as pessoas durante tempos difíceis ou nos ritos de passagem e que a religião, como qualquer criação humana, pode, às vezes, ser uma força potencial do bem no mundo”, arrolou.

Com sua pesquisa, o sociólogo estadunidense quis mostrar que o secularismo não é um mal em si mesmo e que a religião não é o único caminho para se criar uma sociedade saudável.

Fonte: ALC

Renascer poderá crescer na crise, diz sociólogo

Renascer poderá crescer na crise, diz sociólogo

Para Antônio Flávio Pierucci, professor do Departamento de Sociologia da USP, a igreja Renascer pode continuar crescendo no Brasil mesmo após os escândalos que envolvem o casal de bispos Estevam Ernandes Filho e Sônia Haddad.
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“As religiões crescem toda vez que você tem algo contra elas que pode ser apresentado como perseguição”, disse o sociólogo, autor de livros sobre o assunto.

Pierucci não se disse surpreso com as acusações contra o casal. “Algumas igrejas crescem assustadoramente em áreas onde é forte a presença do crime organizado. Não podemos levantar suspeitas, mas podemos fazer uma correlação dos fatos.”

Segundo o sociólogo, o grande diferencial das igrejas neopentecostais, como a Renascer, está na mensagem de que o evangelho não é incompatível com a sociedade de consumo. “Uma característica é lidar com o dinheiro sem nenhum prurido.”

Para Pierucci, outro ponto importante na trajetória da Renascer, dona da Rede Gospel de TV, é a utilização dos meios de comunicação, que transmite a impressão de que a igreja é maior do que é.

Fonte: Folha de S.Paulo

Sociologia da Religião – Osvaldo Hamilton Tavares (Procurador de Justiça)

SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO

Osvaldo Hamilton Tavares (Procurador de Justiça)

Os sociólogos da religião dão, tipicamente, definições muito amplas de seu capo de estudo. Assim, J. WACH, num extenso levantamento de campo (“Sociology of Religion”, Chicago, Univ. de Chicago, 1944, p. 11, 205) diz que a sociologia da religião estuda a inter-relação da religião com a sociedade, e as formas de interação que ocorrem de uma com a outra, e dá como básica para a sociologia da religião a hipótese de que “os impulsos, as idéias e as instituições religiosas influenciam as formas sociais e, por sua vez, são por elas influenciados, além de receberem o influxo da organização social e da estratificação. Outra concepção igualmente ampla é sugerida por NOTTINGHAM” (“Religion and Society”, New York, 1954, p. 1), para quem o sociólogo da religião ocupa-se dela “como um aspecto do comportamento de grupo e estuda os papéis que a religião tem desempenhado através dos tempos. O ponto de vista da definição de J. WACH é virtualmente repetido na asserção de YINGER (“Religion, Society and the Individual”, Nex York, Macmillan, 1957, p.20-1) de que a sociologia da religião é o estudo científico das maneiras pelas quais a sociedade, a cultura e a personalidade influenciam a religião, bem como das maneiras pelas quais a religião afeta a sociedade, a cultura e a personalidade.

Se se aceita a hipótese de que a sociologia da religião é o que a sociologia da religião faz (e se confia numa espécie de acordo sobre o que pode surgir sob a rubrica sociologia da religião) encontram-se pesquisas e estudos minuciosos referentes a ou conentrados em: a) influências gerais do grupo sobre a religioogb) funções dos rituais nas sociedades;c) tipologias de organizações religiosas e de respostas religiosas ao mundo ou a ordem ma social; d) influências diretas ou indiretas dos sistemas ideais religiosos na sociedade e seus componentes ou elementos (como classes, grupos de nacionalidades, grupos étnicos) e da sociedade nos sistemas ideais; e) análise específica de números de seitas religiosas e movimentos tais como ciência crio tã, mormoniemo e testemunhas de Jeová; f) interação de entidades religiosas significativas em âmbito local ou de comunidade; g) avaliações conscientes ocasionais, feitas por porta-vozes para grupos religiosos mais importantes, das circunstâncias sociais nas quais os grupos se encontram. Esta relação está incompleta e seus itens aparecem por isso menos especificamente sugeridos do que poderiam ser, mas o caráter geral dos interesses da sociologia da religião aparece, assim, razoavelmente bem indicados

Pode-se mencionar um problema próximo do centro do campo da sociologia da religião que está surgindo agora, e bem próximo de toda a questão de como é entendido e definido esse campo. Em geral (embora com significativas exceções), os sociólogos da religião, trabalhando com noções de interação social, não tem tido êxito em lidar com o conteúdo da religião ou em dizer algo sociologicamente signficativo sobre ele e sobre seus componentes culturais. Os estudiosos da religião comparada e vários teólogos, embora às vezes trabalhem sem um aparelhamento conceptual definido, constituem um desafo a esse respeito. É de presumir que grande parte do futuro da sociologia da religião dependa do tipo de resposta a esse desafio.

Sociologia da Religião – Ementa

Sociologia da Religião – Ementa

A disciplina trata dos aspectos sociológicos do fenômeno religioso. Na parte introdutória, trata-se do escopo da disciplina, as diversas definições de religião utilizadas na sociologia, e as possíveis relações entre o estudo sociológico e os fenômenos religiosos em si. Em seguida, investiga-se o papel atribuído à sociologia da religião nos autores clássicos da disciplina: Tocqueville, Marx, Engels, Durkheim, Weber, Simmel, Troeltsch. Depois, estuda-se o debate contemporâneo sobre o paradigma da secularização, frisando a necessidade de globalizar o debate para além das trajetórias européia e norte-americana. Discute-se em seguida a relação entre religião e política em nível mundial, inclusive o papel do chamado fundamentalismo em várias religiões mundiais. Depois, investigam-se as transformações do campo religioso latino-americano. Por fim, estudam-se os principais fenômenos contemporâneos do campo religioso brasileiro, inclusive a extensão deste em fenômenos transnacionais.

Programa:

1. Unidade I – Leitura Solciológica da Religião

1.1. Os conceitos de religião (re-ligare) e a sociologia
1.2. A religião como norteadora e transformadora dos valores de uma sociedade
1.3. Sociologia da Religião e a Teologia
1.4. Olhar sociológico sobre a Religião

2. Unidade II – Os Clássicos da Sociologia e a Religião

2.1. Durkheim: Religião é o espelho da sociedade
2.2. Weber: A Religião perde o carisma e fortalece a burocratização
2.3. Marx: A Religião e a alienação
2.4. Gramsci: A Religião constrói-se com intelectuais orgânicos e pode ser
libertadora
2.5. Eliade: O fenômeno religioso é universal e manifesta a relação entre o Sagrado
e Profano
2.6. Berger: A secularização e a manutenção do mundo
2.7. Bourdieu: A economia das trocas simbólicas

3. Unidade III – Sociologia da Religião e a Realidade Brasileira

3.1. O cristianismo diante da globalização e do pluralismo modernos: A proliferação de seitas e o catolicismo popular
3.2. Protestantismo brasileiro e a mudança social
3.3. Pentecostalismo e Renovação Carismática
3.4. CEBs
3.5. Os aspectos sociais dos cultos afro-brasileiros, o encontro das raças no catolicismo
3.6. O sincretismo na umbanda e os conseqüentes obstáculos para uma evangelização inculturada, a Liturgia e a Inculturação
3.7. A preservação da identidade cristã diante de todos os problemas sociais
3.8. Umbanda.

Critérios de Avaliação:

Avaliação escrita e/ou apresentação de seminário e/ou atividades acadêmicas em grupo sempre buscando adequar a realidade discente ao processo avaliativo, diversificando-o continuamente.

Bibliografia Básica:

BERGER, L. Peter. O Dossel Sagrado – elementos para uma teologia sociológica da
religião. São Paulo: Paulus, 2004.

DURKHEIM, E. As formas elementares da vida Religiosa. São Paulo: Paulinas, 1980.

WEBER, M. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1983.

SOUZA, Beatriz Muniz e MARTINO, Luiz Mauro Sá. Sociologia da Religião e Mudança
Social. São Paulo: Paulus, 2004.

Bibliografia Complementar:

BERGER, L. Piter. O dossel sagrado: elementos para uma teoria sociológica da
religião. São Paulo: Paulus, 1989.

BIRMAN, P. O que é Umbanda? São Paulo: Brasiliense, 1985.

Sociologia da religião

Sociologia da religião

Sociologia da religião busca explicar empiricamente as relações mútuas entre religião e sociedade. Os estudos fundamentam-se na dimensão social da religião e na dimensão religiosa da sociedade.

Sociologia da religião no Brasil

O marco referencial da consolidação da sociologia da religião como campo autônomo de pesquisa no Brasil é a publicação da obra “Católicos, Protestantes, Espíritas”, de Cândido Procópio Ferreira de Camargo, em 1973.

Sociologia da Religião

É tradicional no Departamento de Sociologia, remetendo-se ao antigo Departamento de Ciências Sociais e à obra de Roger Bastide. Enfoca tanto as instituições religiosas na sua pluralidade – igrejas católicas e protestantes, orientais tradicionais e recentes, centros espíritas, terreiros de candomblé, de umbanda e assemelhados, circuitos esotéricos – quanto as formas populares de sua expressão, como o catolicismo rústico, as diversas formas de pentecostalismo, além dos cultos afrobrasileiros já referidos. A linha não descura também dos movimentos religiosos leigos, como os messiânicos tradicionais e os carismáticos atuais, entre tantos outros. Por fim, não se restringe apenas ao estudo dos fenômenos religiosos em sua especificidade, mas contempla também suas interfaces com os recortes de gênero, faixas etárias, classes sociais, da participação política de seus agentes, etc.

Professores

Antônio Flávio de Oliveira Pierucci
Lísias Nogueira Negrão
José Reginaldo Prandi

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