RSS

Arquivo da categoria: Sociologia da Juventude

Jovens são os que mais sofrem com desemprego

Jovens são os que mais sofrem com desemprego

Estudo do Ipea mostra percepção dos brasileiros sobre mercado de trabalho e qualificação profissional

O Ipea divulgou na manhã do dia 16, quarta-feira o Sistema de Indicadores de Percepção Social – trabalho e renda. O estudo foi apresentado na sede do Ipea, em Brasília,  pelo técnico de Planejamento e Pesquisa Brunu Amorim e teve transmissão ao vivo pelo site do Instituto.

Sobre os inativos, o estudo mostra que a maioria dos homens que nunca procuraram emprego é de  jovens. As mulheres, de forma geral, correspondem a 88% das pessoas que nunca procuraram emprego. Entre as causas citadas mais comuns para a inatividade estão problemas de saúde, salários baixos, afazeres domésticos e falta de qualificação profissional.

Desempregados

De acordo com a pesquisa, cerca de 45% dos desempregados procuram trabalho há mais de 6 meses. Cerca de 25% estão há mais de um ano procurando trabalho. Para Brunu Amorim, essa situação é preocupante porque representa risco de uma perda de habilidades e vínculos profissionais. Além disso, observa-se que o desemprego se concentra entre os mais jovens.

Acesso à renda

Quanto ao acesso à renda, o estudo revela que a maioria dos trabalhadores informais não recebe um terço de salário nas férias nem décimo terceiro salário, enquanto entre os trabalhadores formalizados mais de 97% recebem seus direitos trabalhistas em dia. Cerca de 18% dos trabalhadores formais entrevistados afirmaram que o valor de seu salário não está registrado corretamente na carteira de trabalho, número considerado alto pelos pesquisadores.

O estudo aponta que os trabalhadores por conta própria acreditam que as medidas que mais contribuiriam para a melhoria do desempenho de seus empreendimentos seriam diminuição dos concorrentes e aumento dos clientes (41,2%), menos impostos e taxas (14,9), facilidade de acesso ao crédito (14,3), entre outros.

Previdência

Enquanto 95% dos trabalhadores formalizados contribuem para a previdência, cerca de 68% dos não formalizados não contribuem. Destes, cerca de 55% alegam não que contribuem com a previdência por não ter renda suficiente. Entre os trabalhadores por conta-própria e empregadores de pequeno porte, 41% não contribuem com a previdência.

Oposição a Berlusconi protesta durante votações no Parlamento

Oposição a Berlusconi protesta durante votações no Parlamento

Roma e outras cidades foram palco de atos contra o primeiro-ministro.
Vitorioso no Senado e na Câmara, premiê garantiu continuidade no poder.

Um grupo de estudantes, trabalhadores e outros opositores do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, jogou tinta e bombas de fumaça contra os edifícios do Parlamento, em Roma, enquanto os deputados votavam uma moção de não-confiança no governo nesta terça-feira (14).

A moção foi derrotada por apenas 3 votos de diferença, resultando em uma vitória para Berlusconi. Se aprovada, ele poderia ter de deixar o cargo e antecipar as eleições parlamentares.

Durante a votação, os manifestantes contrários ao governo e à sua reforma universitária se reuniram em praças, agitando bandeiras. Em alguns lugares, grupos entraram em choque com a polícia antidistúrbios, que isolou o centro de Roma.

Manifestantes atacam carro da polícia no centro de Roma nesta terça-feira (14). (Foto: AFP)

Houve protestos também em outras cidades da Itália.

Em Palermo (Sicília), mais de 500 estudantes bloquearam por alguns instantes o aeroporto ao ocupar a pista de aterrissagem e exibir um cartaz onde se podia ler: “Vamos bloquear tudo, vão todos embora”. Nenhum avião pôde aterrissar ou descolar, segundo a empresa que gerencia o aeroporto.

Outros estudantes tomaram estações ferroviárias interrompendo o tráfego dos trens, antes de se dirigirem para o porto.

Estudantes enfrentam policiais durante protesto em Roma nesta terça-feira (14). (Foto: AFP)

Em Milão (norte), 50 estudantes invadiram a sede da Bolsa de Valores e exibiram o cartaz dizendo “Vocês são um bando de especuladores racistas, e tem que nos dar dinheiro”. Quando foram expulsos do prédio, começaram a jogar pedras e a gritar contra a reforma.

As manifestações provocaram também engarrafamentos em outras cidades, como Cagliari (Sardenha, norte) e Bari (sul).

A reforma da universidade prevê a fusão dos estabelecimentos menores, o acesso aos conselhos de administração de especialista externos ao mundo acadêmico e a redução dos mandatos dos reitores. Segundo seus detratores, as medidas buscam principalmente a poupança.

Fonte: G1

PSP impede direito consagrado na Constituição da República

PSP impede direito consagrado na Constituição da República
«Vamos continuar a pintar murais»

A limitação ao exercício do direito fundamental de propaganda política, onde estão incluídos os murais políticos, tem vindo a ser uma prática corrente e preocupante reincidente por parte da actuação abusiva das forças de segurança e de outras estruturas.

Image 5974

No passado dia 13 de Outubro, cinco jovens estudantes, quatro raparigas e um rapaz, da Escola António Arroio, em Lisboa, foram detidos por agentes da PSP por estarem a pintar um mural, junto à rotunda das Olaias, com o lema «Vem para a luta, por uma escola pública e democrática», campanha que a JCP está a desenvolver por todo o País (como demos notícia na semana passada).

Segundo contaram ao Avante! três dos intervenientes deste cada vez mais usual e insólito caso, os agentes da autoridade insultaram os jovens, obrigando-os, apenas as raparigas, a despirem-se na casa de banho da esquadra, sob o olhar e a brutalidade de uma polícia, com o pretexto de poderem estar na posse de estupefacientes.

Situação que apenas visou humilhar as militantes comunistas, uma vez que os polícias nem mostraram interesse em revistar algumas das mochilas das estudantes, acto solicitado pelas próprias, após terem estado algumas horas na entrada do edifício, para mostrarem que não tinham nada a esconder e que apenas queriam ir para casa.

Os pais, que foram chamados para irem buscar os filhos (os que tinham menos de 16 anos), indignados com esta situação, chegaram mesmo a apresentar queixa na esquadra e esperam agora uma resposta por parte das forças de autoridade, que deveriam pugnar pelo respeito dos cidadãos e não violar frontalmente a lei com a agravante de manifestarem por ela óbvio desprezo e desrespeito.

Mas este «incidente» não demoveu os jovens de acabar o que tinham deixado por fazer e, dois dias depois, voltaram ao local. Mais uma vez, em profundo desrespeito pelas leis, as autoridades policiais voltaram a limitar e impedir o exercício de direitos, tendo apreendido, novamente, o material usado na pintura do mural, e identificado as pessoas. «Vamos continuar a pintar murais, até porque a lei está do nosso lado», afirmou um dos jovens.

 

Denunciar e resistir

 

Mas os incidentes não ficam por aqui. Na passada sexta-feira, em Leiria, um grupo de jovens comunistas que colava cartazes da Campanha Nacional do Ensino Secundário foi abordado por dois agentes da PSP, que, sem se identificarem, à paisana, impediram, violentamente, as colagens. Quando um dos jovens se justificou, defendendo que podiam estar ali, os agentes agarraram-no pelo pescoço (apresentando várias marcas), algemaram-no e meteram-no dentro de um carro em direcção à esquadra para identificação. Assim vai a democracia em Portugal.

A JCP promete continuar a denunciar estes casos e, acima de tudo, resistir, reforçando a sua acção e afirmação política. «Continuaremos a colar cartazes, a distribuir documentos e a pintar murais, continuaremos a mobilizar a juventude pela defesa dos seus direitos e aspirações», salientam os jovens comunistas, lembrando que «o direito à propaganda política não está indissociável da luta de gerações pelo direito à liberdade de expressão».

Fonte: JCP

Franceses voltam às ruas contra reforma da Previdência de Sarkozy

Franceses voltam às ruas contra reforma da Previdência de Sarkozy

Mobilizações crescem e recebem o apoio dos estudantes

Os trabalhadores franceses não aceitarão a reforma da Previdência sem luta. Foi esse o recado dado nas ruas pelos 3,5 milhões de pessoas que se mobilizaram nesse dia 12 de outubro, na maior manifestação já realizada contra o governo Sarkozy. A jornada de mobilizações e greve geral superou o do dia 23 de setembro, quando 3 milhões saíram às ruas, segundo os sindicatos.

As 244 manifestações ocorridas em todo o país exigiam o fim da reforma da Previdência do governo francês, que se mantém irredutível com os ataques. A mobilização, porém, vem crescendo a cada dia. Ao mesmo tempo em que mais franceses saem às ruas contra o projeto, cada vez mais setores também aderem às paralisações.

A reforma da Previdência de Sarkozy atrasa o tempo mínimo para as aposentadorias dos atuais 60 para 62 anos. Para quem não tiver completado os 40 anos mínimos de contribuição (que o governo quer aumentar para 41), a aposentadoria só será possível a partir dos 67 anos (hoje essa idade é de 65). Com a crise econômica e o conseqüente aumento do desemprego e da informalidade, os sindicatos denunciam que, na prática, a idade mínima para a aposentadoria vai ser de 67 anos.

Embora o governo Sarkozy coloque a elevação da estimativa de vida dos franceses como motivo para a reforma, o ataque faz parte de um pacote fiscal para conter o déficit público. A série de pacotes de estímulos concedidos pelos governos ao setor financeiro nos dois últimos anos colocou os países, principalmente da Europa, à beira da bancarrota. Agora, esses governos querem que os trabalhadores paguem pela crise.

Juventude entra em cena

As mobilizações, porém, colocam o projeto de Sarkozy em perigo. A jornada de lutas desse dia 12 contou também com o protagonismo da juventude francesa, com milhares de estudantes marchando lado a lado com os trabalhadores. A participação estudantil assustou o governo, que atacou a esquerda e os sindicatos como “irresponsáveis” por receber o apoio estudantil. O temor não é por menos. Em 2005 a juventude do país foi às ruas e derrubou a famigerada Lei do Primeiro Emprego (CPE na sigla em francês), que flexibilizava as contratações dos jovens.

A reforma da Previdência já foi aprovada pelos deputados e tramita agora no Senado. Espera-se que a votação ocorra ainda nesta semana. A disposição de luta dos trabalhadores franceses, porém, indica não arrefecer. No dia seguinte à greve geral, setores como transportes e as refinarias permaneceram paralisados. E os sindicatos prometeram uma nova jornada de greve e manifestações já para o próximo dia 16, sábado.

Fonte: PSTU

Estudantes brasileiros apóiam os estudantes e trabalhadores franceses

Estudantes brasileiros apóiam os estudantes e trabalhadores franceses

No dia 12 de outubro 3,5 milhões de pessoas saíram às ruas em mobilização na França. As diversas manifestações que tomaram todo o país exigiam o fim da reforma da Previdência do governo Sarkozy, que tem imposto duros ataques aos trabalhadores e jovens franceses diante das conseqüências da crise econômica na Europa.  O projeto de Reforma de Sarkozy tem como central o atraso do tempo mínimo para as aposentadorias que com as sistemáticas crises, o aumento do desemprego e da informalidade aumenta na prática a idade da aposentadoria de 60 para 67 anos.
Diante desses ataques, a mesma efervescência de luta da juventude francesa que em 2005 derrubou o projeto de lei que flexibilizava as contratações de jovens (Lei do Primeiro Emprego) se expressou na atual luta dos trabalhadores franceses com a adesão de milhares de estudantes. Nessa última quinta-feira as mobilizações estudantis tomaram o território Francês, paralisando cerca de 600 instituições de ensino, entre escolas e universidades, enfrentando inclusive a repressão policial. A luta estudantil tem colocado em cheque não só os projetos de reforma do governo Sarkozy mas também tem apontado a importante perspectiva da defesa dos direitos a partir da luta lado a lado com os trabalhadores.
Nesse dia 19, terça-feira e sexto dia da greve geral, os estudantes deram mais um exemplo de ousadia, resistência e rebeldia. Já passam de 850 escolas paralisadas e as manifestações tem se radicalizado ainda mais. Diante dessa situação, a saída de Sarkozy foi apelar para a repressão policial para tentar calar os estudantes: Lyon e Nanterre, periferia de Paris, foi foco da mais brutal repressão contra os manifestantes.
Frente à crise, os governos de todo o mundo tem imposto aos trabalhadores e a juventude duros ataque aos direitos sociais, salários e empregos, sempre em favor dos lucros das empresas e dos poderosos. Porém, a resistência que temos visto por parte dos trabalhadores europeus, e agora em evidência com a luta dos estudantes franceses, mostra que a mobilização é o único caminho para derrotar esses governos e impor uma saída para a crise sob a ótica da classe trabalhadora e da juventude.
Nesse sentido, a ANEL se solidariza com os milhares de estudantes franceses que tem ido as ruas com ousadia se enfrentar com os ataques de Sarkozy e exigir seus direitos ao lado dos trabalhadores. Convidamos os estudantes brasileiros a apoiarem o conjunto das mobilizações francesas que seguem sacudindo a França repudiando qualquer ação do governo e dos patrões de se utilizar da repressão para conter o movimento.
Os trabalhadores e a juventude não pagarão pela Crise! Viva a luta do povo francês!
Assembleia Nacional de Estudantes LIVRE

Estudantes entram de cabeça na greve geral contra reforma da Previdência

Estudantes entram de cabeça na greve geral contra reforma da Previdência

Mobilizações contra Sarkozy se radicalizam
A França balançou nesse dia 19 de outubro, sexto dia de greve geral desde setembro contra a reforma da Previdência do governo Sarkozy. Segundo as entidades sindicais envolvidas nas mobilizações, algo em torno de 3,5 milhões de franceses foram às ruas em 260 manifestações todo o país protestar contra a medida que aumenta a idade mínima para se aposentar e o tempo de contribuição.
Com as refinarias e boa parte dos portos paralisados, o país já sente os efeitos do desabastecimento, além de ter setores do transporte, como as ferrovias e parte dos serviços aéreos parados. Segundo o jornal Le Monde, 60% dos comboios ferroviários estão paralisados. Os caminhoneiros também aderiram massivamente aos protestos.
Junto a isso, o combativo movimento estudantil francês entrou de cabeça nas mobilizações, paralisando as atividades nas escolas e universidades e enchendo as ruas com centenas de milhares de jovens. Segundo a entidade de estudantes secundaristas FIDL, mais de 1.200 liceus se mobilizaram, parando algo como 850 colégios, um recorde nessa jornada de greves e mobilizações.
Repressão

Após se manter intransigente em relação ao ataque às aposentadorias, o governo do direitista Nicolas Sarkozy elevou o tom contra os manifestantes. Em Lyon e Nanterre (periferia de Paris), a polícia reprimiu brutalmente os manifestantes. ”Essa reforma é essencial. A França se comprometeu a fazê-la e a França irá implementá-la”, disse o presidente. Ele afirmou à imprensa que “tomará medidas” contra o desabastecimento, deixando transparecer que deve aumentar a repressão contra as mobilizações.
Posição que foi reforçada pela ministra da Justiça, Michèle Allion-Marie, que prometeu atuar com “firmeza” contra os manifestantes. A reforma faz parte do plano de austeridade adotado pelos governos europeus para conter os déficits provocados pelas políticas de ajuda e subsídios ao mercado financeiro durante a crise desatada em 2008.
Com a explosão do gasto público e o inevitável aparecimento de profundos rombos, os governos agora jogam a crise nas costas dos trabalhadores, promovendo reformas trabalhistas e previdenciárias como forma de reduzir gastos.
Movimento se radicaliza

O governo Sarkozy, aturdido com o aumento e radicalização das manifestações, ao mesmo tempo em que se mostra intransigente com os ataques, já sinaliza possíveis recuos. As mobilizações, porém, só tendem a se radicalizar. Segundo um instituto de pesquisa francês, mais de 70% da população apóiam os protestos.
Não é só o desabastecimento que tira o sono de Sarkozy. A entrada em cena da juventude francesa e a radicalização do movimento trazem de volta as cenas dos protestos protagonizados pelos jovens das periferias de Paris, em 2005. Lembram ainda das manifestações contra a Lei do Primeiro Emprego, dois anos depois.
Além de incomodar o governo, a radicalizada juventude francesa incomoda ainda as direções das burocracias sindicais, que temem um confronto direto com o governo.
Fonte: PSTU

Com a juventude pela exigência de um futuro diferente e melhor

Intervenção de Francisco Lopes
Intervenção de Francisco Lopes no jantar com jovens apoiantes da candidatura à Presidência da República

Num jantar com jovens apoiantes, no Porto, Francisco Lopes salientou que a situação actual do país afecta todo o povo português, mas em particular a juventude, afecta o seu presente e põe em causa o seu futuro. Só esta candidatura garante a exigência de mudança para a construção de um futuro diferente e melhor.

Fonte: PCP

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 621 outros seguidores