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VI SEMINÁRIO DE LUTA CONTRA O NEOLIBERALISMO

VI SEMINÁRIO DE LUTA CONTRA O NEOLIBERALISMO

Conjuntura, eleições presidenciais e Comitês de Luta Contra o Neoliberalismo.

 

“A América Latina é um barril de pólvora” – poucas vezes a conjuntura internacional foi tão clara no sentido de comprovar a veracidade de tão conhecida afirmação: Colômbia e Venezuela recentemente estiveram à beira do conflito armado, bem como anteriormente Colômbia e Equador por ocasião do assassinato do Comandante das FARC Raul Reyes em território equatoriano; IV Frota; bases estadunidenses instaladas por toda parte; representantes da rapina subimperialista brasileira sedentos pelo sangue boliviano quando da estatização de subsidiárias da Petrobrás; golpes militares; etc.
A mencionada crise entre Colômbia – cujo governo deixou claro seu papel de ponta de lança do imperialismo estadunidense – e Venezuela transformou o futuro resultado das eleições presidenciais no Brasil em fator ainda mais dramático para a conjuntura. Certamente não interessará à classe operária latino-americana “pagar para ver”.
Há outros dois fatores, um conjuntural e outro estrutural, importantíssimos em jogo: de um lado, a América Latina unida e progressista representa uma ameaça brutal à hegemonia norte-americana e à resposta mais eficiente que este país oferecia para as crises anteriores – a superexploração dos mercados já dominados; de outro, a indústria bélica, que alavanca de forma decisiva a economia dos EUA e tem o governo americano como seu maior comprador, necessita realizar (vender) a mais-valia produzida, o que significa expandir o “mercado da guerra”. Nesse sentido, há evidências contundentes de que a tática de sobrevivência do sistema será, como já é de costume nas crises mais graves, destruir as forças produtivas do nosso continente – homens e máquinas – pela guerra.
É nesse momento dramático que os movimentos populares são chamados à ação, à mobilização e à organização. Não basta alardear aos quatro cantos a gravidade da situação, é necessário preparar a classe operária para evitar, e até mesmo resistir, ao iminente embate.
Como já havia sido dito anteriormente, o resultado das eleições presidenciais no Brasil ganha contornos cada vez mais dramáticos, influenciando o futuro de toda a América Latina, o que força os lutadores contra o neoliberalismo a tomar um posicionamento imediato.
Antes de mais nada, advertimos que o posicionamento eleitoral é momento tático e não estratégico do nosso movimento, já que, ante ao modelo estruturante do sistema “democrático burguês”, os indivíduos eleitos pouco possam interceder na realidade a favor do trabalhador, quando não fazem exatamente o contrário, como no caso trágico do governo Fernando Henrique Cardoso.
Para indicar nossa posição, utilizaremos alguns dados do Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb). O estudo indica que a insatisfação da população brasileira com o processo democrático burguês é de 62%. 46% da população vota apenas porque é obrigatório. O índice de abstenção eleitoral (não comparecimento às urnas), nas últimas eleições, girou em torno de 16% e 17%. Por outro lado, o percentual de brancos e nulos dentre os que não se abstiveram ficou entre 19% e 20%, segundo dados divulgados pelo TSE sobre a última eleição nacional. O número de filiados a agremiações políticas também é pequeno em relação ao de outros países. Esses dados demonstram que o resultado espontâneo da insatisfação tem sido a indiferença, a alienação política, e não a mobilização.
Setores da esquerda, que desconhecem a real origem do fenômeno, comemoram o nível de abstenção e/ou votos brancos e nulos, enquanto outros são contaminados pela panacéia democrática e passam a viver em função da fábrica de sonhos eleitoral: afastam-se das lutas cotidianas para disputá-lo, ou dirigem-nas em função dele. O efeito mais nocivo da “esquerda eleitoral” é justamente esse último, canalizar a energia revolucionária desencadeada pelas lutas reais para a luta imaginária. Vivem de conquistas insignificantes, tão irrelevantes que, para cada vitória, uma ou duas derrotas se seguem.
Como já demonstramos acima, a abstenção eleitoral e o número de votos brancos e nulos não resulta de um processo de crescente conscientização da massa operária e, assim sendo, defender a anulação do voto, ou a abstenção, na atual conjuntura nacional, sem cumular tal atitude com uma efetiva resposta prática, é não só incoerente como totalmente descolado da realidade.
Por outro lado, apoiar candidaturas minúsculas sob o argumento de que “há uma falsa polarização nas eleições” é trocar a causa pela consequência. Ora, não há falsa polarização nas eleições, há sim ingenuidade em se pensar que há uma efetiva representação das classes que compõem a sociedade brasileira no pleito de 2010, ou de que o aparelho do Estado estará em luta aberta e frontal durante o mesmo. Em verdade, não é só ingenuidade, mas também falta de compreensão da realidade ou sobre o que representa o “show da democracia”. Em suma, a falsidade não está na “polarização das eleições”, mas nas representações de classe. Só experimentaram desilusões com a postura da “esquerda” eleita, e que hoje governa, aqueles que acreditaram no conto de fadas do capitalismo.
Embora estejamos cientes das vicissitudes, limitações e contradições do processo eleitoral, desconhecer a conjuntura atual da América Latina, já anteriormente discutida, negar a polarização eleitoral de setores da burguesia – não entre burguesia e trabalhadores – e o fato de que um desses setores, representante direto da rapina imperialista, pode degradar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores e fragilizar de forma decisiva a posição dos povos vizinhos que se insurgem é, desculpem-nos a franqueza, irresponsável e inconsequente. Que um dos candidatos da auto-intitulada “verdadeira esquerda” atinja mais de 10% no futuro pleito poderia representar uma verdadeira “vitória de Pirro” para a América Latina. Não há incoerência entre denunciar o processo eleitoral burguês e reconhecer suas contradições. Sun Tzu já dizia que devemos conhecer, além de nossa própria força, os pontos fracos e fortes do inimigo e explorá-los.
Por todo exposto é que o momento tático nos impõe dar suporte sim à candidatura de Dilma Roussef, mas não devemos alimentar ilusões progressistas em relação à mesma, como não nos alimentávamos antes, com Lula, ou propalá-la junto à classe trabalhadora e cruzar os braços. Para nós, apesar da tarefa imposta pela conjuntura, o processo eleitoral não representa o meio e nem o fim das nossas atividades, mas, acima de tudo, mais um momento de chamar os trabalhadores à reflexão crítica e denunciar o embuste “democrático”.
Nesse sentido, nosso apoio crítico a Dilma Roussef vem junto a um apelo pela mobilização popular. É que o governo do PT também está eivado de contradições insolúveis que, mais cedo ou mais tarde, irão se manifestar. A luta de classe e a prática, que é critério da verdade, demonstrarão que a ingênua pretensão de ser “pai dos pobres e mãe dos ricos” da esquerda institucional é irrealizável: suas posturas vacilantes levarão ao colapso social em breve e o esquizofrênico governo será chamado a tomar uma posição definitiva. Nesse dramático momento, somente a nossa mobilização poderá mudar o rumo dos acontecimentos e garantir a vitória das forças anti-imperialistas.
Nossa proposta mais contundente para tal é que dentro dos Comitês de Luta Contra o Neoliberalismo seja construída uma resistência unificada de todos os setores progressistas da sociedade contra a guerra imperialista. Evidentemente, nada disso será possível se não atentarmos às nossas próprias tarefas de organização, que são urgentes, e aumentam na medida em que a grandeza do objetivo se avulta, ante a iminência da guerra.

Saudações do VI Seminário Internacional de Luta Contra o Neoliberalismo.

O VI Seminário Internacional de Luta contra o Neoliberalismo aclama como companheiros todos os povos insurgentes da América Latina e do Mundo: Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia, Nova Colômbia (FARC-EP e ELN) China, Coréia do Norte, Vietnã, dentre outros. Somente a solidariedade da classe trabalhadora, que é universal, garantirá nossa vitória!
Neste momento, saudamos também os 19 anos do Jornal INVERTA. Os militantes da plataforma unificada anti-imperialista, antineoliberal, podem e devem ter o Jornal como seu companheiro.
Recomendamos a cada militante que leia-o criticamente e apreenda seu conteúdo, que, em torno dele, possa estruturar cada núcleo, comitê regional e/ou nacional, e construa uma organização capaz de compreender a profundidade das tarefas revolucionárias, além de pronta para a ação, especialmente nos momentos críticos, como o de agora. Com ele, ajudaremos a elevar a consciência política de cada operário e trabalhador.
Estendemo-nos em especial nessa saudação para salientar que, durante esses 19 anos de vida, o INVERTA não realizou todo o seu trabalho “sozinho”, e nem poderia. Esse cimento humano, essa força que irradia da classe trabalhadora sempre esteve e está presente, mas não podemos, nem nunca poderemos, esquecer do que é feita. O INVERTA é feito de trabalhadores que se entregam diariamente nesse processo, mesmo aqueles que apenas o lêem contribuem de alguma forma, ajudam a reacender a chama revolucionária e mantê-la viva a cada dia! Cada mão a mais que leva o Jornal às bancas, que apresenta-o aos trabalhadores, que organiza-se em torno dele é uma vitória da classe, é uma consciência que desperta, mais um passo rumo a revolução, pois esta não acontecerá da noite para o dia, como que por encanto! Somos nós, com nossas forças, sacrifício e empenho que a faremos, ninguém a fará por nós!
Aqueles que sofrem diariamente com a miséria, aqueles que não suportam mais a vida como está e sabem que tudo que existe foi por nós construído e brutalmente arrancado de nossas mãos, levantem-se! Aqueles que sabem que ainda há esperança, não desanimem! Aqueles que já estão entre nós, que revigorem suas forças e sigam caminhando, lembrando dos ensinamentos que adquiriram, mas nunca esquecendo daquilo que nos torna revolucionários e não lunáticos ou sonhadores: a ciência de libertação da classe operária, a ciência marxista-leninista! A todos aqueles que desejam dias melhores, mesmo aqueles que se encontram perdidos e descontentes em outros agrupamentos: a revolução aguarda por vocês, não o contrário!
Por isso tudo é que agradecemos também a todos os parceiros do Jornal INVERTA, celebrando seis anos do acordo de colaboração editorial com a Prensa Latina – Agência de Notícias Latino-Americana; quatro anos de colaboração editorial com a ABP – Agência Bolivariana de Prensa e; três anos de representação da Revista Tricontinental, publicação da OSPAAAL – Organização de Solidariedade com os Povos da Ásia, África e América Latina; e três anos do Movimento Continental Bolivariano.
Por último, mas não menos importante, saudamos os 18 anos da publicação do Granma Internacional no Brasil – a revolução em Cuba vive. Agradecemos a solidariedade internacional e o espírito inabalável de nossos irmãos de luta!

Todos à tarefa de organização coletiva!
Viva os 19 anos do Jornal INVERTA!
Viva os 18 anos da publicação do Granma Internacional no Brasil!
Viva o VI Seminário Internacional de Luta Contra o Neoliberalismo!
Pela construção de uma plataforma anti-imperialista para a América Latina!
Contra a guerra imperialista! Pelo fim da ocupação do Haiti!
Ousar lutar, ousar vencer, venceremos!

CEPPES
MNLC (Movimento Nacional de Luta contra o Neoliberalismo)
Juventude 5 de Julho
PCML (Br) – Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil)
Casa das Américas (Brasil)

Elaboração de Projetos Sociais – 39ª Edição – São Paulo – SP

Elaboração de Projetos Sociais – 39ª Edição - São Paulo – SP


Objetivo: O curso visa contribuir para o aprimoramento de técnicas em Elabotação de Projetos Sociais.


Público Alvo: Profissionais que atuam na área da assitência social, gestores e profissionais de organizações do terceiro setor, estudantes e profissionais envolvidos em projetos sociais.
Datas:
08, 15,*22 e 29 de maio de 2010 (aos sábados).
( * )
Sendo que nos dias 08, 15 e 29 de maio de 2010 (datas com aulas presenciais) e no dia *22 de maio de 2010 , atividade não presencial com assessoria por e-mail (acompanha anexos de exercícios).
Horário: 08h30 as 17h:30
Carga Horária: 32 horas.
Local: IMAM – Inovação e Melhoramento na Administração Moderna <>
Rua Loefgreen, 1400 – Vila Mariana – São Paulo – SP.
(Próximo a Estação Santa Cruz do Metrô).

Investimento: R$ 522,00 (quinhentos e vinte e dois reais).

Para pagamentos divididos em 03 Parcelas:
1ª Parcela: R$ 174,00 (cento e setenta e quatro reais).
Banco: Caixa Econômica Federal – Agência: 4128 – C/C: 003.00.000.182-3
2ª Parcela: R$ 174,00 (cento e setenta e quatro reais) – Cheque para 30 dias.
3ª Parcela: R$ 174,00 (cento e setenta e quatro reais) – Cheque para 60 dias.

Para pagamentos divididos em 04 Parcelas:
1ª Parcela: R$ 140,00 (cento e quarenta reais).
Banco: Caixa Econômica Federal – Agência: 4128 – C/C: 003.00.000.182-3
2ª Parcela: R$ 140,00 (cento e quarenta reais). – Cheque para 30 dias.
3ª Parcela: R$ 140,00 (cento e quarenta reais). – Cheque para 60 dias.
4ª Parcela: R$ 140,00 (cento e quarenta reais). – Cheque para 90 dias.

Desconto de 10% para para três ou mais inscrições pertencentes à mesma instituição.

Incluso : Material didático, Coffee Break e Certificado.
Informações e Inscrições: (11) 2283-5838
E-mail:perspectivasocial@perspectivasocial.com.br
Vagas Limitadas

Metodologia: O curso será desenvolvido em forma de oficina para possibilitar aos participantes maior interação com os conteúdos aplicados.

Conteúdo Programatico:

  • Diagnostico para identificação do Publico Alvo.
  • Breve Histórico.
  • Refencial Teórico.
  • Justificativa.
  • Público Alvo.
  • Objetivos: Geral e Específico.
  • Impactos dos objetivos específicos.
  • Metas.
  • Metodologia.
  • Equipe Técnica.
  • Plano de Trabalho:
    • Cronograma de Atividades.
    • Orçamento Físico.
  • Processo de Avaliação.
  • Indicadores de Resultados.
  • Cronograma de Atividades para Avaliação.
  • Carta de Encaminhamento a Patrocinadores.
  • Considerações finais.

Assessores:

Divaneide Alves – CRESS 37.155 – 9ª Região – São Paulo – SP.

  • Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Bagozzi – Curitiba – PR.
  • Graduada em Serviço Social pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – SP.
  • Coordenadora Municipal da Área da Assistência Social do Programa Federal – ProJovem com Trabalho Interdisciplinar; Elevação de Escolaridade, Orientação para Qualificação Profissional e Desenvolvimento de Ações Comunitárias – Guarulhos – SP.
  • Consultora pela Perspectiva Social – Consultoria & Assessoria em :
  • Gestão em Desenvolvimento de Projetos Sociais no Terceiro Setor.
  • Assessora em Serviço Social.

Professor Carlos Gaia.

  • Pós-Graduado em Sócio-Psicologia – Análise de Fenomenos Sociais pela FESPSP – Fundação Escola de Sociologia e Política em São Paulo – SP.
  • Graduado em Filosofia Pela – USF – Universidade de São Francisco.
  • Consultor em Desenvolvimento Social pela Perspectiva Social – Consultoria & Assessoria Ltda.
  • Presidente do Instituo GHAYA para o Desenvolvimento Humano.
  • Coordenador de Grupos de Estudos – Homem e Sociedade ( Espaço Lógos – Perspectiva Social ).


Para se inscrever neste curso, preencha o nosso formulário de INSCRIÇÃO


Outros Cursos :

Gestão Social: Desenvolvimento Comunitário – São Paulo – SP.

Elaboração de Projetos Sociais – Campinas – SP.


Realização:

Perspectiva Social – Consultoria & Assessoria Ltda.
Desenvolvendo Ambientes & Aprimorando Pessoas.
Telefone : ( 11 ) 2283-5838
www.perspectivasocial.com.br

*A Coordenação do evento reserva-se ao direito de transferir para uma próxima data ou de cancelar o programa, caso não atinja o numero mínimo de participantes.


Copyright © 2009 – Perspectiva Social – Consultoria – Todos direitos Reservados.

Os presidentes da Alas

Os presidentes da Alas

Em 2011, será realizado na capital de Pernambuco o XXVIII Ccongresso da Aassociação Latino-Americana de Sociologia (ALAS). Saiba um pouco mais sobre a história da entidade e de seus presidentes

Sérgio Sanandaj Mattos*

 

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A história da Associação Latino- Americana de Sociologia (ALAS) tem sido objeto de análise e reflexão de diversos autores (ver, por exemplo, MATTOS, 2005; SCRIBANO, 2005; TAVARES DOS SANTOS, 2005). As origens da sociologia remontam em países da América Latina à implantação dos cursos de “ciências jurídicas e sociais”, à importação dos positivismos europeus e ao desenvolvimento do “ensaismo” como estilo dominante das análises políticas, sociais, jurídicas e literárias (TRINDADE, 2007:71). O surgimento da ALAS em 1950 corresponde à existência de uma longa tradição do ensino da sociologia na AL, que começava a se institucionalizar mediante a sociologia de cátedra.

Fundada em 1950, em Zurique, durante o I Congresso Mundial de Sociologia, seus membros fundadores foram Alfredo Poviña e Tecera Del Franco (Argentina), José Arthur Rios (Brasil), Rafael Bernal Jiménez (Colômbia), Astolfo Tapia Moore e Marcos Goycochea Cortez (Chile), Luis Bossano e Angel Modesto Paredes (Equador), Roberto Maclean Estenós (Peru) e Rafael Caldera (Venezuela). Em sua maioria, eram advogados que lecionavam sociologia nas faculdades de Direito (BLANCO, 2005:23). Até meados da década de 1960, sociólogos como Alfredo Poviña, entre outros, de perfil doutrinário e formação jurídica, exerceram forte influência na ALAS. Em meados da década de 1960, a partir da eleição de Manuel Diegues Junior à presidência da ALAS, deslocou-se de maneira definitiva a hegemonia da sociologia jurídica.

O primeiro presidente da ALAS foi o argentino Alfredo Poviña (1904 -1967), considerado um dos principais expoentes e praticante da Sociologia de cátedra da América Latina. Foi fundador da Academia de Ciências Sociais de Mendoza, presidente da Sociedade Argentina de Sociologia e da Academia de Ciências Sociais e Jurídicas de Córdoba, e vice-presidente do Instituto Internacional de Sociologia. O segundo presidente foi o antropólogo brasileiro Manuel Diegues Junior (1912 -1991), professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, eleito no II Congresso da ALAS, realizado em 1953, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. O congresso foi presidido por A. Carneiro Leão, professor de sociologia na Universidade do Rio de Janeiro e membro do Instituto Internacional de Sociologia. Em 1955, na cidade de Quito, Equador, no III Congresso, Alfredo Poviña foi reconduzido à presidência da ALAS, com o comitê diretivo integrado por Astolfo Tapia Moore, A. Carneiro Leão, Rafael Caldera e Odorico Pires Pinto. O congresso foi presidido pelo sociólogo, historiador e advogado Angel Modesto Paredes.

Posteriormente, no IV Congresso, rea- lizado no Chile, em 1957, Astolfo Tapia Moore (1911- 1980), ex-presidente da Sociedade Chilena de Sociologia, foi eleito presidente da ALAS. Os demais membros do Comitê Diretivo foram Georgina Gimenez de Lopes (Panamá), Odorico Pires Pinto (Brasil), Luis E. Valcarcel (Peru), e Isaac Ganón (Uruguai), Túlio Lagos Valenzuela, Maria Etina Olmedo (Paraguai), Gino Germani (Argentina) e Waldo Pereira (Chile). Em 1959, em Montevidéu, Uruguai, no V Congresso Latino-Americano de Sociologia, Isaac Ganon (1916 – 1975), professor de Sociologia na Universidade da República em Montevidéu, foi eleito presidente. O Comitê Diretivo foi formado por C. A. Campos Jimenez (Costa Rica), José Rafael Arboleda (Colômbia), José Agustín Silva Michelena (Venezuela). Ganon integrou o Comitê Executivo Provisório da International Sociological Association, no congresso constituinte da ISA (Oslo,1949).

Em 1961, em Caracas, Venezuela, no VI Congresso Latino-Americano de Sociologia, Rafael Caldera (1916 – 2009), presidente da Associação Venezuelana de Sociologia (1958 – 1966), professor na Universidade Central da Venezuela (1948 – 1968), e da Universidade Católica Andrés Bello (1953), foi eleito presidente da ALAS. No Comitê diretivo, participação de Orlando Fals Borda, como vice-presidente. Em 1964, no VII Congresso, realizado em Bogotá, Colômbia, presidido por Orlando Falls Borba, integrando o Comitê Diretivo na qualidade de vice-presidente foi eleito Anibal Quijano.

XXVIII Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia, coordenado por Paulo Henrique Novaes Martins de Albuquerque, atual vice-presidente da ALAS, debaterá, em Recife, de 6 a 11 de novembro de 2011, o tema “Fronteiras Abertas da América Latina”

Fim de hegemonia

Em 1967, no VIII Congresso da ALAS, em El Salvador, presidido por Edelberto Torres Rivas, o antropólogo brasileiro Manuel Diegues Junior é novamente eleito presidente. A partir desse congresso e da eleição de Manuel Diegues Junior à presidência da ALAS, desloca-se definitivamente a hegemonia da sociologia jurídica, e a ALAS começa a imprimir uma orientação mais crítica, intelectual e política no debate da produção sociológica. Diegues Junior, diretor do Centro Latino-Americano de Pesquisas em Ciências Sociais no Rio de Janeiro, foi eleito presidente após o poder institucional e a presidência por longos anos de Poviña. Os demais membros do comitê executivo foram Fals Borda, Tapia Moore, José H. Miguens, Antonio Donini e Alejandro Marroquin.

Em 1969, no IX Congresso da ALAS, no México, é eleito presidente Pablo Gonzáles Casanova, professor emérito da Universidade Nacional Autônoma do México. Presidiu a Associação Latino-Americana de Sociologia de 1969 a 1972 e de 1983 a 1985. E, em 1972, no X Congresso, realizado no Chile, Guillermo Briones, representante Internacional da UNESCO, consultor do Banco Mundial de Educação e da Cepal, professor titular da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade do Chile, foi eleito presidente da ALAS.

Em 1974, em San José da Costa Rica, no XI Congresso Latino-Americano de Sociologia, com intensos debates em torno da teoria da dependência, Daniel Camacho, professor emérito da Universidade da Costa Rica, foi eleito presidente da ALAS. No Equador, em 1977, o intelectual equatoriano Agustín Cueva (1937-1992), é eleito presidente durante o XII Congresso da ALAS. Foi professor e diretor da Escola de Sociologia de Quito (1967-1970), professor de Teoria Literária em Concepción, Chile (1970-1972) e catedrático da Universidade Nacional Autônoma de México (1973-1986). Exilado no México, durante longos anos, acabou por radicar-se nesse país. Foi casado com a socióloga brasileira Terezinha Bertussi, radicada no México. Em reconhecimento ao seu importante papel nas Ciências Sociais, a Flasco estabeleceu em 2004 o prêmio “Agustin Cueva” para o melhor trabalho de investigação social, como homenagem ao prestigioso intelectual equatoriano.

Em 1979, foi organizado no Panamá, o XIII Congresso da ALAS, e Marco Antonio Gandásegui, professor de sociologia da Universidade do Panamá, diretor-executivo do Centro de Estudos Latino-americanos (CELA) “Justo Arosemena” do Panamá, foi eleito presidente. No Comitê Diretivo da ALAS houve as participações de Márcia Rivera Hernandez, Beba C. Balve, Manuel Antonio Garreton. Em 1981, coordenado por Márcia Rivera Hernandez, ocorreu o XIV Congresso da ALAS, em Porto Rico, e Manuel Maldonado Denis (1933-1992) foi eleito presidente. Sua obra inclui-se entre os melhores livros de história e cultura de Porto Rico. Foi o vencedor do prêmio Casa de Las Américas de Cuba, pelo melhor ensaio produzido em 1976. Em 1983, ocorreu o XV Congresso da ALAS, em Manágua, Nicarágua, e Pablo Gonzalez Casanova foi eleito presidente. O Congresso foi presidido por Miguel de Castilla Urbina, presidente da Associação Nicaraguense de Cientistas Sociais, e a diretoria eleita foi constituida por Pablo Gonzalez Casanova (presidente), Miguel de Castilla Urbina (1º. vice-presidente), Orlando Fals Borda (2º. vice-presidente), Edelberto Torres Rivas, Manuel Garretón, Roberto Briceño Leon, Angel Quintero Rivera e Lais Abramo.

No Brasil, em 1986, no Rio de Janeiro, com intensos debates em torno da democracia na América Latina, efetivou-se o XVI Congresso, no qual o sociólogo e economista Theotônio dos Santos, professor da Universidade Federal Fluminense, foi eleito presidente da ALAS. Em 1988, no XVII Congresso, em Montevidéu, Gerónimo de Sierra, professor livre-docente do Departamento de Ciências Sociais da Universidade da República do Uruguai, foi eleito presidente da ALAS. No Comitê Executivo, as presenças de Luiz Suarez Salazar, Sergio Zemeno, Beba C. Balve, entre outros.

Alas e a Globalização

Nos anos 1990, e na primeira década do século 21, crescem os debates em torno da globalização, papel dos movimentos sociais, neoliberalismo, entre outros temas. Em 1991, Cuba foi sede do XVIII Congresso Latino-Americano de Sociologia, e Luiz Suarez Salazar, intelectual, escritor, investigador cubano no campo da sociologia, da história e das ciências políticas e Jurídicas, foi eleito presidente da ALAS.

Em 1993, foi realizado na Venezuela o XIX Congresso, e Heintz R. Sonntag, professor da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Universidade Central da Venezuela, diretor do Centro de Estudos de Desenvolvimento (CENDES) de 1983 a 1987, foi eleito presidente da ALAS. No congresso seguinte, o XX Congresso da ALAS, realizado na cidade do México, em 1995, foi eleita presidente a socióloga Raquel Sosa Elizaga. Tem uma longa trajetória militante na esquerda socialista. Desenvolveu sua carreira profissional na Faculdade de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Autônoma do México, em particular no Centro de Estudos Latino-Americanos ao lado de extraordinários intelectuais, exilados das ditaduras do Cone Sul, como René Zavaleta, Agustín Cueva, Ruy Mauro Martini, Clodomiro Almeyde e outros.

Em 1997, no XXI Congresso, realizado em São Paulo, Emi Sader, atual secretário executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, foi eleito presidente da ALAS. No Chile, em 1999, na cidade de Concepción, vinte e sete anos depois do Chile sediar um congresso latino-americano de sociologia, é realizado o XXII Congresso da ALAS, e Eduardo Aquevedo Soto, professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Concepción, é eleito presidente. Na Guatemala, em 2001, no XXIII Congresso da ALAS, Eduardo Velásquez Carrera, professor da Universidade de São Marcos da Guatemala, foi eleito presidente.

Em 2003, foi realizado em Arequipa, Peru, o XXIV Congresso da ALAS, e o professor Jordan Rosas Valdivia, decano da Faculdade de Ciências Históricas Sociais da Universidade Nacional de San Agustín de Arequipa e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, foi o eleito. No congresso seguinte, realizado na cidade de Porto Alegre, em 2005, José Vicente Tavares dos Santos, professor titular do Departamento de Sociologia e do programa de Pós-graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi eleito presidente da ALAS. E no ano de 2007, em Guadalajara, México, no XXVI Congresso, Jaime Preciado Coronado, professor e pesquisador do Departamento de Estudos Ibéricos e Latino-Americanos da Universidade de Guadalajara, foi eleito presidente da ALAS. O congresso seguinte, o XXVII da ALAS, foi realizado em 2009, na cidade de Buenos Aires, e Alberto Bialakowsky, pesquisador do Instituto Gino Germani, professor de Sociologia do Trabalho na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires, foi eleito presidente.

Por fim, cabe mencionar que vários sociólogos com participação na trajetória da ALAS ocuparam cargos públicos em seus respectivos países. Do grupo de fundadores da ALAS, Bossano e Paredes foram ministros no Equador; Arthur Rios foi secretário da Saúde no Brasil; Astolfo Tapia Moore teve um mandado parlamentar no Chile; e Rafael Caldera foi eleito duas vezes presidente da Venezuela (1969-1974, 1994-1999). Mais recentemente, Raquel Sosa Elizaga, que ocupou a presidência da ALAS de 1985 a 1987, foi secretária de Desenvolvimento Social (2000-2005) e secretária de Educação, Ciência e Cultura (2005-2006) do governo da cidade do México.

Referências
BLANCO, Alejandro. La Asociación Latinoamericana de Sociología: una historia de sus congresos, Sociologias, Porto Alegre, ano 7, no. 14, jul/dez 2005, p. 22-49.

CARVALHO, Lejeune Mato Grosso X. ; Mattos, Sergio Sanandaj. Sociólogos & Sociologia. História das suas entidades no Brasil e no mundo. Vol. I, Ssão Paulo: Editora Aanita Ggaribaldi, 2005.

MATTOS, Sérgio Sanandaj: Presença de Sociólogos brasileiros na ALAS. In: Revista Sociologia Ciência & Vida, n°. 17; São Paulo: Editora Escala, 2008, p.30-31.

POVIÑA, Alfredo. Nueva história de la Sociologia Latinoamericana. Córdoba:Imprenta de La Universidad Córdoba (R.Aa.), 1959.

SCRIBANO, Adrián. Orígenes de la Asociación Latinoamericana de Sociología: algunas notas a través de la visión de Alfredo Poviña, Sociologias, Porto Aalegre, ano 7, no. 14, jul/dez 2005, p.50-61.

TRINDADE, Helgio (Org.); GARRETÓN, Manuel Antonio;SIERRA, Gerónimo de; REYNA, José Luis; MURMIS, Miguel. As Ciências Sociais na América Latina em perspectiva comparada: 1930-2005, 2a ed., Porto Alegre: Editora da UFRGS/ANPOCS, 2007.

* Sérgio Sanandaj Mattos é sociólogo, professor e ex-diretor da Associação dos Sociólogos do Estado de São Paulo (ASESP). É co-autor do livro Sociólogos & Sociologia – História das suas entidades no Brasil e no mundo. E-mail: ss.mattos@uol.com.br

Fonte: Portal Sociologia ciências e vida.

Adolescente que conhece suas origens é agente político

Adolescente que conhece suas origens é agente político

Música, poesia e desenhos de alunos de escolas públicas podem torná-los sujeitos políticos da sociedade

Fonte: Agência USP

Nas salas de aula de uma escola pública em São Paulo, os alunos não são ensinados a relacionar o conteúdo dos livros à história de sua própria comunidade. Por conta disso, não se sentem pertencentes à humanidade, facilitando a aceitação de rótulos e estigmas como o de “favelado qualquer”. Apesar disso, uma pesquisa realizada na Faculdade de Educação (FE) da USP demonstrou o quanto é possível mudar esse quadro utilizando o que é produzido cotidianamente pelos estudantes, como a música, a poesia e os desenhos, para que eles mesmos identifiquem os elos com seus antepassados. Ao fazerem isso, são capazes de se afirmarem como verdadeiros sujeitos políticos “da sociedade” e “na sociedade”.

A psicanalista Maíra Ferreira, autora da dissertação A rima na escola, o verso na história: um estudo sobre a criação poética e a afirmação étnico-social em jovens de uma escola pública de São Paulo , aponta a escravidão como a “barbárie brasileira”, cujas consequências ainda subjulgam a sociedade, principalmente quando o assunto é pobreza, discriminação e afirmação étnico-social. Com esse olhar, ela estudou durante dois anos uma turma de 30 alunos, amantes do rap, da sétima série de uma escola pública da favela Real Parque, localizada no Morumbi. De 2 a 3 vezes por semana, observava os alunos, conversava com eles e, junto a alguns professores, passou a intervir em sala de aula.

No início de seu trabalho na escola, a psicanalista percebeu que nos tempos vagos entre as aulas, algo comum no dia-a-dia das escolas públicas em todo o Brasil, os adolescentes rimavam, improvisavam e desenhavam com muita facilidade, demonstrando a capacidade crítica inclusive com os temas escolhidos em suas artes. Além disso, o dom da oralidade também chamou atenção da pesquisadora. Contudo, ao mesmo tempo em que apresentavam tão rica manifestação cultural, recusavam suas origens no ambiente escolar.

Segundo Maíra, essa recusa denuncia a “presença e permanência de políticas discriminatórias brasileiras desde a época dos cativeiros”. A escola, ao não reconhecer e contextualizar a importância da história da comunidade que atende, e não relacioná-la com o presente dos alunos, “perpetua a formação social e cultural do preconceito brasileiro”.

O Nordeste e o Hip Hop

Na sala de aula, a pesquisadora mostrou aos alunos as relações entre a capacidade de rimar e improvisar do rap, um dos elementos do Hip Hop, e as produções culturais do cordel e dos repentes nordestinos. Tratando-se da Favela Real Parque, os estudantes são herdeiros culturais das famílias afro-brasileiras e indígenas Pankararu, oriundas do sertão de Pernambuco, que migraram a partir da década de 1950 para São Paulo principalmente para trabalharem na construção do Estádio do Morumbi.

Em busca dessas evidências de relação entre culturas, Maíra viajou para o Nordeste, para a região do Brejo dos Padres em Pernambuco, onde pesquisou o cordel e os repentes sertanejos como a cantoria de viola e o coco de embolada, expressões claras da tradição da oralidade, tão marcante no rap dos estudantes. Com uma filmadora na mão Maíra andou pelas ruas nordestinas ouvindo e gravando declamações espontâneas: improvisos poéticos de farmacêutico, sapateiro, manicure, dentista, padre, crianças e idosos. “Em uma cidade chamada São José do Egito (PE) ouvi o seguinte ditado: Aqui quem não é poeta é louco e quem é louco faz poesia”, disse a pesquisadora.

Segundo a psicanalista, mesmo diante da violência social, a miscigenação étnico-social brasileira apresenta sua resistência: “das rodas de jongos e capoeria aos improvisos dos repentes e do rap está o movimento de resistência, apropriação e criatividade frente às políticas de discriminação existentes desde a escravidão”. Essa constatação é a prova de que durante a história do País não houve aniquilação da cultura dos povos que sofreram com tais políticas, e sim recombinação, reinvenção, recriação, ou seja, está aí um outro tipo de “marca humana” – no caso, o desejo de construir e não o de destruir.

Contudo, a “atualidade da escravidão brasileira” ainda aparece no cotidiano do brasileiro. De acordo com a pesquisadora, “a formação social brasileira está longe de elaborar e superar esse trauma que permeia as instituições de ensino e os espaços jurídicos do País”. Para isso, é essencial e possível ensinar aos alunos que eles podem e devem “atualizar as suas tradições” a fim de se apropriarem do passado, para construírem seus projetos futuros. Aliás, um dos alunos traduziu muito bem o pensamento de Maíra: “Já sei, professora. É pegar carona na tradição”.

A dissertação foi defendida no dia 4 de agosto de 2010, orientada pela professora Mônica do Amaral, e pode ser acessada neste link.

Atividade IHU ideias

Apresentação
A atividade IHU ideias é um espaço de discussão, análise e avaliação de questões que se constituem em grandes desafios de nossa época. Busca fazê-lo no âmbito do debate cultural, tendo como parâmetro o humanismo social cristão.
Realização
Data de início: 04/11/2010
Data de término: 25/11/2010
Horário: 17h30min às 19h
Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU
Carga horária: 4h30min
Objetivo
Objetivo geral:
Fomentar o debate sobre temas da atualidade, abrangendo as áreas de atuação do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Objetivos específicos:
• Discutir temas emergentes das descobertas científicas e suas implicações.
• Analisar as questões de ordem sócio-político-econômico-espirituais e culturais que influenciam na organização de diferentes grupos sociais.
• Avaliar, considerando o contexto de globalização e da “sociedade da informação”, as repercussões na vida do ser humano enquanto sujeito.

Público-alvo
Professores, acadêmicos, colaboradores da Unisinos e comunidade em geral.
Programação*
04/11/2010
Lulismo: Da Era dos Movimentos Sociais À Ascensão da Nova Classe Média Brasileira (lançamento do livro)
Palestrante: Prof. Dr. Rudá Ricci – PUC – Minas
11/11/2010
Impactos socioambientais das hidrelétricas: uma visão local e nacional
Palestrante: Prof. Dr. Roberto Naime – FEEVALE
25/11/2010
Os demitidos da vida: reflexões do mundo do trabalho a luz do MTD/RS
Palestrante: Rita de Cássia Machado – Mestre e Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
Certificado:
O aluno poderá solicitar seu certificado na Central de Relacionamento Unisinos se estiver devidamente inscrito no evento e comprovada a sua presença na Ata de Ciência e Comparecimento.
*Sujeito a alterações
Investimento
Evento gratuito
Coordenação
Prof. Dr. Inácio Neutzling
Prof. MS Lucas Henrique da Luz
Esp. Susana Rocca – Unisinos
Promoção
Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos – IHU
Informações
Linha Direta Unisinos: +55 (51) 3591 1122
Email: humanitas@unisinos.br
www.unisinos.br/eventos
www.ihu.unisinos.br

Ciclo de Palestras: Perspectivas socioambientais e econômicas do Brasil 2010 – 2015. Limites e Possibilidades

Ciclo de Palestras: Perspectivas socioambientais e econômicas do Brasil 2010 – 2015. Limites e Possibilidades
Apresentação
Acredita – se que em 2010, ano eleitoral, é um momento oportuno para debater e refletir sobre a questão da ética na economia, considerando as perspectivas socioambientais e econômicas para o Brasil de 2010 a 2015. Num ano eleitoral precisamos questionar a respeito de que país nós queremos e de quais os seus rumos nos próximos cinco anos. É neste sentido que o Instituto Humanitas Unisinos – IHU também procura se inserir no debate, buscando instigar reflexões sobre o tema.

Têm-se como questões centrais: é possível uma economia eticamente regulada, que seja ecológica e social? É possível pensar outra economia que esteja a serviço da vida? Será que é possível encontrar respostas concretas às necessidades humanas básicas através de uma economia ética, sustentável e eticamente regulada?

Para isso, precisa-se conscientizar a sociedade sobre as distorções da realidade econômica existente e evidenciar que outros modelos econômicos também são possíveis, os quais estejam a serviço da vida e priorizem o bem comum. Fundamenta-se o Ciclo de Palestras, com as obras de Amartya Sen (Economia e Ética) e de Marcel Mauss (Economia do Dom), e palestrantes de diferentes meios abordarão o tema Perspectivas socioambientais e econômicas do Brasil 2010 – 2015. Limites e Possibilidades.

Realização
Início: 26/04/2010
Término: 11/11/2010
Horário: Das 20h às 22h
Carga horária: 8h
Objetivo
Objetivo geral:

Debater e refletir sobre economia contemporânea e suas perspectivas para o Brasil neste ano eleitoral, no qual se discute o projeto de País para os próximos cinco anos.

Objetivos específicos:

Caracterizar o atual modelo econômico vigente na sociedade brasileira.

Questionar até que ponto o atual sistema político está a serviço da sociedade, de um agir generoso e desinteressado, que possibilite o fortalecimento dos grupos mais vulneráveis.

Debater sobre os limites e as possibilidades de promover uma economia a serviço da vida no Brasil.

Prospectar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir da mudança de atitudes pessoais, comunitárias e sociais.

Ampliar o debate sobre os projetos de desenvolvimento viáveis ao Brasil nos próximos anos, confrontando as suas limitações e as potencialidades em prol de resultados que diminuam as desigualdades e fortaleçam a equidade.

Público-alvo
Professores(as), pesquisadores(as), estudantes universitários(as) e comunidade em geral.
Programação*
26 de abril
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Perspectivas sociais e econômicas para o Brasil 2010-2015 – impasses e possibilidades
Palestrante: Dr. Márcio Pochmann – IPEA/DF
Horário: Das 20h às 22h
Local: Anfiteatro Pe. Werner – Unisinos
23 de agosto
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Os desafios do desenvolvimento brasileiro
Palestrante: Prof. Dr. Carlos Lessa – UFRJ-IE
Horário: Das 20h às 22h
Local: Auditório Central – Unisinos
05 de outubro
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As transformações do capitalismo brasileiro
Palestrante: Prof. Dr. Ladislau Dowbor – PUCSP
Horário: Das 20h às 22h
Local: Auditório Central – Unisinos
04 de novembro
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O protagonismo dos movimentos sociais
Palestrante: Prof. Dr Rudá Ricci (PUC – Minas)
Horário: Das 20h às 22h
Local: Sala Ignacio Ellacuria e Companheiros – IHU
Certificados:
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O certificado será fornecido a todos que estiverem devidamente inscritos no evento e comprovarem a sua presença na Ata de Ciência e Comparecimento no local da palestra. A entrega será no último dia das atividades, no local, e na Central de Relacionamento, após o término do mesmo.
*Sujeito a alterações
Investimento
Evento gratuito devido ao apoio da Associação Antonio Vieira – ASAV
Coordenação
Profa. Dra. Cleusa Maria Andreatta – Unisinos
MS Gilberto Antônio Faggion – Unisinos
Prof. Dr. Inácio Neutzling – Unisinos
MS Lucas Henrique da Luz – Unisinos
Profa. Dra. Marilene Maia – Unisinos
Promoção
Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos – IHU
Programa Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários – Tecnosociais – Unisinos
Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT
Curso de Comunicação Social – Habilitação: Jornalismo, Publicidade e propaganda e Relações Públicas – Unisinos
Curso de Ciências Sociais – Unisinos
Curso de Serviço Social – Unisinos
Curso de Administração de Empresas
Curso de Ciências Economicas

Apoio:
Associação Antonio Vieira – ASAV

Informações
Linha Direta Unisinos: +55 (51) 3591 1122
Email: humanitas@unisinos.br
www.unisinos.br/eventos
www.ihu.unisinos.br

Seminário do Observa SINOS

Observasinos – Observatório da realidade e das políticas públicas do vale dos sinos


Apresentação
O Observa SINOS – Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos é um projeto do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, que tem como propósito analisar, sistematizar e publicizar indicadores socioeconômicos, assim como promover o debate sobre a realidade e as políticas públicas da região do Vale do Rio dos Sinos, em vista da afirmação da sociedade includente e sustentável.
Realização
Início: 25 de agosto de 2010
Término: 04 de novembro de 2010
Duração: 10h30min
Local: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU
Objetivo
O objetivo geral deste projeto é analisar, sistematizar e publicizar indicadores socioeconômicos, assim como promover o debate sobre a realidade e as políticas públicas do Vale dos Sinos, em vista da afirmação da sociedade includente e sustentável.
Como objetivos específicos apresentam-se:
•Acessar e publicizar diferentes bases de dados socioeconômicos e análises sobre a realidade do Vale dos Sinos;
•Oportunizar o debate da realidade e das políticas públicas pelos diferentes agentes governamentais, empresariais e da sociedade civil, assim como pela comunidade acadêmica, em vista da projeção do desenvolvimento regional;
•Promover um espaço de formação para a comunidade acadêmica e das cidades da região sobre o acesso e análise das bases de dados de diferentes agências;
•Apontar perspectivas de informação, monitoramento e avaliação das políticas públicas  planejadas para os municípios e região.
Público-alvo
Moradores, gestores e trabalhadores governamentais, empresariais e da sociedade civil, conselheiros municipais e estaduais de políticas públicas das 14 cidades do Vale do Rio dos Sinos. Acadêmicos de graduação e pós-graduação, profissionais interessados na temática/questão dos indicadores socioeconômicos, políticas públicas e desenvolvimento regional.
Programação*
25 de agosto
Oficina Observasinos sobre o trabalho
Ministrantes: Helio Eduardo Souza Pinto
Horário: 14h às 18h
04 de novembro
Seminário Observasinos: a democratização da informação e o controle social das políticas públicas
Ministrante: Prof. Dr Rudá Ricci – PUC – Minas
Horário: 14h às 16h30min
*Sujeito a alterações
Investimento
Evento gratuito
Coordenação
Prof. Dr. Inácio Neutzling – Unisinos
Profa. Dra. Marilene Maia – Unisinos
MS Eloir Antonio Vial – SMS do municipio de Canoas
Diego Fernandes Dias Severo – Unisinos
Promoção
Instituto Humanitas Unisinos – IHU
Universidade do Vale do Sinos – Unisinos
Informações
Linha Direta Unisinos: +55 (51) 3591 1122
Email: humanitas@unisinos.br
www.unisinos.br/eventos
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Alunos de Ciência Política começam apresentação de trabalhos

Alunos de Ciência Política começam apresentação de trabalhos

Os alunos da Disciplina Ciência Política da Faculdade CESVALE iniciaram na última quinta-feira (14) apresentação de trabalhos elaborados na disciplina ministrada pelo Professor Rostônio Uchôa.

Os primeiros trabalhos foram apresentados pelos alunos Rychellis Gomes e Carlos Augusto Vilela. Rychellis falou sobre a questão do Direito a Saúde, Carlos Augusto elaborou um Paper Sobre a “Importância da Cidadania na Política”.
Os alunos foram saudados pelo professor Rostônio Uchôa que falou sobre a importância da elaboração dos trabalhos e a questão da produção do conhecimento.
As apresentações estão sendo realizadas às segundas e quintas-feiras a partir das 20h na disciplina de Ciência Política.
A participação dos alunos está sendo positiva e os temas são variados.
Nos próximos dias será a vez da apresentação dos papers dos alunos Elizandrea Santiago e Henrique César da Cunha Abreu e Jorge Luís.
A temática escolhida por Jorge Luís é “Voto Obrigatório”, um tema importante para os dias atuais. Já o aluno Henrique César Abreu fará a sua apresentação sobre “Voto Obrigatório x Voto Facultativo”, a apresentação dos temas está marcada para o dia 28 de outubro. 

Homenagens

Os alunos do primeiro período de Direito da CESVALE, prestaram nessa quinta-feira uma homenagem a professora Fabíola Sérvulo pela passagem do dia do Professor e pela passagem do seu aniversário que acontece nessa sexta-feira 15/10. A coluna deseja os parabéns a aniversariante.

Contatos com a coluna pelo 8815-1498 – Henrique César

Fonte: 45 graus

Michael Löwy de volta a Fortaleza com o projeto: Tópicos Utópicos

De volta a Fortaleza

Dentro do projeto “Tópicos Utópicos”, o brasileiro radicado na França, Michael Löwy, chega à cidade para lançar o livro “Revoluções”, organizado pelo pesquisador. Aqui, sua presença é aguardada por estudiosos da área

Depois de seis anos, o cientista social e filósofo Michael Löwy volta a Fortaleza. À época, em 2004, participou da campanha da então candidata a prefeita Luizianne Lins (veja entrevista na página 6). O retorno à cidade, agora, acontece por meio do Município, durante o evento “Tópicos utópicos”, que já trouxe o italiano Domenico Losurdo em maio deste ano. A ideia é debater temas relacionados política, economia, cultura, urbanismo, meio ambiente, entre outros, durante quatro encontros por ano.

A segunda edição do projeto acontece na próxima quinta-feira (21), às 19hs, no Mercado dos Pinhões. Na ocasião, a conversa abordará “As Revoluções dos Séculos XlX e XX”, aproveitando a oportunidade de lançamento do livro “Revoluções”, organizado por Löwy . Na edição brasileira, a obra contém um posfácio do pesquisador sobre os principais movimentos de rebelião nacional.

O evento ocorre em parceria com a Editora Boitempo, a Escola Nacional Florestan Fernandes e a UFC. Tanto que na sexta-feira, 22, o pesquisador estará no auditório do Departamento de História da UFC, às 14hs, apresentando uma palestra sobre “O Marxismo Romântico em Edward Thompson e Raymond Williams”. Ainda em homenagem ao pensador, será lançado o livro “As Utopias de Michel Löwy – Reflexões sobre um marxista insubordinado”, no qual constam ensaios de Alfredo Bosi, Isabel Loureiro, Leonardo Boff, Roberto Schwarcz, entre outros.

Contribuições

Professor de Filosofia na Uece, Emiliano Aquino acredita que Löwy é relevante, antes de tudo, por sua contribuição histórica para o passado recente e avalia sua vinda ao Ceará como bem-vinda “num momento de profundo obscurantismo político no País”. “Ele tem livros importantes como ´Método dialético e teoria política´ e ´Para uma sociologia dos intelectuais revolucionários´, que fala sobre o desenvolvimento do pensamento do filósofo György Lukács”, cita.

“É um intelectual de formação marxista clássica, profundamente anti-dogmático, aberto às correntes subversivas distintas do marxismo. Faz uma crítica que já tem 150 anos, mas através de novas formas de contestação e indagação sobre a sociedade capitalista”, explica. “Desde o fim dos anos 70, Löwy ainda se colocou institucionalmente na Europa mantendo relação militante com os movimentos sociais no Brasil e na América Latina, como um internacionalista no sentido mais generoso do termo”.

O professor Frederico de Castro Neves, da UFC, teve contato com a obra de Löwy durante o mestrado. “Fui apresentado ao livro ´As Aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchausen´. A erudição do autor, aliada a uma fina ironia, permitiu-me desenvolver algumas reflexões sobre mim mesmo e sobre o que fazia quando pesquisava”, relata.

“O impacto desse livro levou-me a outros trabalhos e anos depois, como professor, a incentivar entre os alunos a leitura de uma versão resumida daquele livro, resultado de palestras proferidas em São Paulo e reunidas sob o título de ´Ideologias e Ciência Social´, que está hoje bastante desgastado pelas sucessivas cópias, mas parece que cumpriu uma função importante: levar aos estudantes de História e Ciências Sociais a reflexão instigante, erudita e criativa de Michael Löwy”.

Para o cientista político Josênio Parente, a vinda do pesquisador é oportuna. “É um momento ímpar para o diálogo de grupo que debate uma nova ordem, uma alternativa ao capitalismo. A emancipação humana e novas formas de convivência são temas que terão atualidades em seu debate profícuo”, avalia.

“Ele é um dos grandes interlocutores da esquerda brasileira. Foi aluno de Fernando Henrique Cardoso e Otávio Ianni, quando militavam com foco em Marx e o socialismo. Mas a trajetória de Michael Löwy passa pela crítica dos marxistas do século XX e participa dos movimentos mais significativos em prol da conquista da libertação”.

E cita Francisco Oliveira, em apresentação de livro sobre Löwy: “O debate imaginativo – as utopias do pensamento – é ainda mais fundamental, pois se dá em um contexto em que o máximo que nossa esquerda ousa é refugiar-se em John Maynard Keynes, quando no período mais fértil do keynesianismo o rejeitava. Teorias fundadas na circularidade contida em um território nacional estão superadas em um mundo em que a presença do capital é global. (…) Por isso, parece-me adequado tratar o estatuto do capitalismo na periferia como um estado de exceção. Ponto de vista que a obra de Löwy ajuda a desbravar”.

Michael Löwy nasceu em São Paulo, no dia 6 de maio de 1938. Formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Desde 1969 vive em Paris. É diretor emérito de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Foi homenageado, em 1994, com a medalha de prata do CNRS em Ciências Sociais. É um relevante estudioso do marxismo, com pesquisas sobre as obras de Karl Marx, Leon Trótski, Rosa Luxemburgo, Georg Lukács, Lucien Goldmann e Walter Benjamin.

INFLUÊNCIA

“É um momento ímpar para o diálogo de grupo que debate uma nova ordem”

Josênio Parente – Cientista Político

“Löwy é um internacionalista no sentido mais generoso do termo”

Emiliano Aquino – Professor do Departamento de Filosofia da Uece

“A erudição do autor permitiu-me refletir sobre o que fazia quando pesquisava”

Frederico de Castro Neves – Professor do Departamento de História da UFC

MAIS INFORMAÇÕES

Tópicos Utópicos, com Michael Löwy, próxima quinta-feira (21), às 19h, no Mercado dos Pinhões (Praça Visconde de Pelotas, Centro – entre as ruas Gonçalves Lêdo e tenente Benévolo). No dia seguinte (22), o pesquisador estará, às 14h, no auditório do Departamento de História da UFC, realizando uma palestra sobre o tema “O Marxismo Romântico em Edward Thompson e Raymond Williams”

SÍRIA MAPURUNGA – REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

ALAS

Os Congressos da Associação Latino-Americana de Sociologia (Alas) 

por SÉRGIO SANANDAJ MATTOS

Fonte: Sociologia Ciências e Vida

Os Congressos da Associação Latino-Americana de Sociologia (Alas) têm sido o centro de debates e convergência intelectual de especialistas de todas as partes do continente. Até meados da década de 1960, a presidência dos primeiros congressos esteve praticamente a cargo do chamado grupo de fundadores da Alas, como A. Poviña (Buenos Aires, 1951), A. Carneiro Leão (São Paulo e Rio de Janeiro, 1953), Luis Bossano Paredes (Quito, 1955), Astolfo Tapia (Santiago do Chile, 1957), Isaac Ganon (Montevidéu, 1959) e Rafael Caldera (Caracas, 1961).

A partir de então, sociólogos de inspiração crítica passam a presidir os congressos da Associação, como Orlando Falls Borba (Bogotá, 1964); Edelberto Torres Rivas (San Salvador, 1967); Pablo Gonzales Casanova (México, 1969); Guilhermo Briones (Santiago, 1972); Daniel Camacho; (San José da Costa Rica, 1974), Agustín Cueva (Quito, 1977); Marco A. Gandásegui, (Panamá, 1979); Miguel de Castilla Urbina (Puerto Rico, 1981); Pablo Gonzales Casanova (Manágua, 1983), dentre outros. A seguir uma cronologia temática dos congressos mais recentes:

O VII Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia, realizado em Bogotá (Colômbia), em julho de 1964, começa a refletir a preocupação pelas crises na América Latina e a necessidade de sua transformação. O VIII Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia ocorreu em San Salvador, em setembro de 1967. O IX Congresso foi realizado na cidade do México, em novembro de 1969. O X Congresso da Alas ocorreu em Santiago do Chile, entre os dias 28 agosto e 5 setembro de 1972. A Costa Rica sediou o XI Congresso realizado em San José da Costa Rica, em julho de 1974. O sociólogo norteamericano Reuben Hill, presidente da International Sociological Association, proferiu a conferência “La Asociación Internacional de Sociologia y el desarrolo en el mundo de la Sociologia”.

O Equador sediou o XII Congresso realizado em Quito, em 1977. O XIII Congresso da Associação LatinoAmericana de Sociologia, tendo como tema A Democracia na América Latina, ocorreu no Panamá em novembro de 1979. O XIV Congresso da Alas foi realizado em San Juan (Porto Rico), em outubro de 1981 e teve como tema Classe, Nação e Estado. O XV Congresso, tendo como tema Participação Popular e Estratégias de Desenvolvimento na América Latina e Caribe, foi realizado em Manágua (Nicarágua), em outubro de 1983, durante os primeiros anos da experiência revolucionária sandinista. O XVI Congresso da Alas, tendo como tema central A Democracia na América Latina, realizou-se no Rio de Janeiro (Brasil), entre os dias 2 e 7 de março de 1986, em plena fase do processo de redemocratização brasileiro.

O Uruguai sediou o XVII Congresso da Alas, cujo tema foi Os Desafios Atuais da América Latina, Sociedade e Política diante da crise, realizado em Montevidéu, em dezembro de 1988. O XVIII Congresso, realizado em maio de 1991 no Palácio das Convenções de Havana (Cuba), foi uma oportunidade para aproximar os sociólogos latinoamericanos das experiências do socialismo cubano. O congresso teve como tema Os Desafios da América Latina e do Caribe num mundo cambiante.

O XIX Congresso ocorreu na cidade de Caracas (Venezuela), entre os dias 30 de maio e 4 de junho de 1993, e teve como tema Políticas Sociais, Desenvolvimento e Viabilidade Democrática. O XX Congresso da Alas foi realizado na cidade do México em outubro de 1995, tendo como tema América Latina e Caribe – Perspectivas de sua Reconstrução. O sociólogo e historiador norteamericano, Immanuel Wallerstein, na época presidente da International Sociological Association, proferiu a conferência “La reestruturación capitalista y el sistema-mundo”.

O Brasil sediou o XXI Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia, realizado na Universidade de São Paulo entre os dias 31 de agosto e 5 de setembro de 1997, tendo como tema América Latina e Caribe: Por uma democracia sem exclusões, nem excluídos. É realizado na cidade de Concepción (Chile), em outubro de 1999, o XXII Congresso, cujo tema foi Até onde vai a América Latina? Sob o enfoque América Latina entre a Globalização do Subdesenvolvimento e a Emergência de Novas Alternativas.

Os urgentes desafios do pensamento crítico latinoamericano aconteceu o XXIII Congresso, realizado na Universidade de San Carlos (Guatemala), entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro de 2001. O XXIV Congresso ocorreu na cidade de Arequipa (Peru), em novembro de 2003, e teve como tema principal América Latina. Por uma Nova Alternativa de Desenvolvimento.

O Brasil sediou, mais uma vez, o XXV Congresso, que ocorreu em Porto Alegre em agosto de 2005, e cujo tema foi Desenvolvimento, Crises e Democracia na América Latina: Participação, Movimentos Sociais e Teoria Sociológica. O XXVI Congresso foi realizado em Guadalajara (México), entre os dias 13 e 18 de agosto de 2007, em torno do tema América Latina em e a partir do mundo. Sociologia e Ciências Sociais Diante da Mudança de Época: Legitimidades em Debate. O XXVII Congresso da Alas acontece de 31 de agosto a 4 de setembro de 2009, na cidade de Buenos Aires (Argentina), com uma temática em torno da democracia participativa, cenários produtivos e da construção do conhecimento.

Colóquio internacional “A internacionalização das ciências sociais francesas e a cooperação científica com o Brasil”

A internacionalização das ciências sociais francesas e a cooperação científica com o Brasil 

Fonte: Agência Fapesp

O colóquio internacional “A internacionalização das ciências sociais francesas e a cooperação científica com o Brasil” será realizado de 1º a 3 de setembro no anfiteatro da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

O evento, que está sendo promovido no âmbito do Projeto Temático “Circulação internacional e formação dos quadros dirigentes brasileiros”, apoiado pela FAPESP, tem como objetivo confrontar abordagens metodológicas e bancos de dados disponíveis para pesquisas sobre ciências sociais, objetivando novos projetos transnacionais.

A promoção é do Grupo de Pesquisas sobre Instituição Escolar e Organização Familiar da Unicamp, do Centro de Pesquisas sobre o Brasil Contemporâneo (vinculado à Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais) e da Sociedade em Evolução, Ciências Sociais em Movimento, os dois últimos na França. O colóquio ocorre dentro das comemorações do Ano da França no Brasil.

Mais informações: www.fe.unicamp.br.

Escola de Frankfurt – Debates Atuais

APRESENTAÇÃO 

O CONEXÕES é um evento científico realizado pelo Curso de Filosofia da FACULDADE JOÃO PAULO II com periodicidade bianual. A sua realização tem se concentrado na discussão de temas definidos a cada edição, desde 2003, conforme as indicações da comunidade acadêmica local e das sugestões de diversos membros que colaboram com a faculdade.

Envolvendo um enfoque multidisciplinar e garantindo uma pluralidade de perspectivas teóricas e políticas ao abordar os diversos aspectos formadores da sociedade atual, a FACULDADE JOÃO PAULO II investe em métodos educacionais reflexivos e diversificados que sejam capazes de proporcionar ao corpo discente um ambiente capaz de suscitar discussões assim como iniciativas concretas.

Ao colhermos os êxitos das demais edições, e certos do nosso papel enquanto formadores de homens e mulheres conscientes, trazemos em 2009 o IV CONEXÕES, que nessa edição se propõe a refletir sobre as contribuições, os alcances e os limites da chamada Teoria Crítica em promover uma compreensão do mundo contemporâneo em seus aspectos materiais, econômicos, sociais, políticos e culturais.

Neste sentido, o objetivo geral do IV CONEXÕES – Escola de Frankfurt: debates atuais é promover uma reflexão sobre o mundo contemporâneo tendo em vista o chamado lado escuro das luzes da razão. Para tanto, pretendemos retomar o pensamento dos intelectuais que, a partir da década de 1920, fundaram em Frankfurt o Instituto de Pesquisa Social, inicialmente interessado nos movimentos operários na Europa; trilhar com esses autores os caminhos que os levaram a rever a própria noção de esclarecimento; e, por fim, promover uma discussão sobre a noção de sujeito histórico, em contraste com a idéia de um sujeito detentor de uma racionalidade neutra, objetiva.

Os objetivos específicos do IV CONEXÕES, demarcados pela temática central escolhida, são:

(a) Permitir um aprofundamento no pensamento dos teóricos da Escola de Frankfurt, dentre os quais destacam-se: Theodor Adorno (1903-1969), Max Horkheimer (1895-1973), Walter Benjamin (1892-1940), Herbert Marcuse (1898-1979), Jürgen Habermas (1929- ).

(b) Disseminar as noções elaboradas pelos teóricos da Escola de Frankfurt, como dialética do esclarecimento, indústria cultural, cultura de massa, razão emancipatória, razão instrumental, ciência e técnica como instrumentos de dominação, dentre outras.

(c) Promover uma discussão acerca da lógica do capital, buscando entender a visão da teoria crítica sobre a articulação das causas reais dos problemas sociais com o modo de produção capitalista.

(d) Permitir um aprofundamento na análise filosófica do cientificismo, por meio de uma crítica da comumente alegada neutralidade da ciência.

(e) Possibilitar discussões sobre a cultura e a arte no mundo globalizado, elucidando o papel da técnica e da mídia na transformação da obra de arte em produto, bem como na substituição da contemplação pelo entretenimento e pela diversão.

(f) Possibilitar uma compreensão sobre a necessidade de uma dimensão dialética na teoria, tal como propõe a teoria crítica.

Mais informações:

FACULDADE JOÃO PAULO II

http://www.fajopa.edu.br/eventos/conexoes/

UFPel – Cursos de Antropologia

UFPel – Cursos de Antropologia

Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pelotas - O curso de Bacharelado em Antropologia oferecido no Vestibular de Inverno de 2009 pela UFPel possui duas habilitações, uma em Antropologia Social e Cultural (30 vagas) É um curso noturno, sendo as disciplinas práticas desenvolvidas no período diurno.


O que é a Antropologia

A antropologia é uma ciência cujas teorias e diferentes métodos e técnicas de pesquisa buscam descrever, entender ou interpretar as diferentes relações dos homens e das mulheres em sociedade, no sentido de reconhecer e valorizar a diversidade cultural das populações humanas.
Para a formulação de tais teorias os antropólogos se baseiam em pesquisas de campo, nas quais visam conviver com as populações com as quais pesquisam e aprender suas práticas e pensamento, sua cultura

Ciclo «Entre África e Índia» no Museu de Antropologia dia 4


Ciclo «Entre África e Índia» no Museu de Antropologia dia 4

O Museu Nacional de Etnologia (MNE) vai acolher, dias 4 e 5 de Julho, o ciclo de cinema documental «Entre África e Índia», que reúne oito filmes do antropólogo e realizador Ákos Ostör.

Enquadrado na Summer School Lisbon 2009 (do ISCTE-IUL/Brown University), o filme «Singing Pictures» será precedido de uma vista à exposição «Pinturas Cantadas: Arte e Performance das Mulheres de Naya», às 14:00 de sábado. A sua apresentação e discussão são moderadas por Rosa Maria Perez, contando com a presença do antropólogo em destaque e de Lina Fruzzetti.

Integram o cartaz as obras «Serpent Mother», «Loving Krishna», «Seed and Earth», «Sons of Shiva», «Khalfan and Zanzibar», «Fishers of Dar» e «Songs of a Sorrowful Man».

As obras têm narração ou legendagem em inglês, segundo o divulgado em comunicado.

Rondônia faz seminário focando filosofia e sociologia no Ensino Médio

Seduc realiza seminário focando filosofia e sociologia no Ensino Médio

De 29 de setembro a 1º de outubro acontece no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, o I Seminário Estadual de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio “Pensar e Agir na Educação”. A realização do evento estará a cargo da Gerência de Educação/Programa de Desenvolvimento do Ensino Médio GE/Pdem/Seduc.

O público alvo é formado por 300 profissionais da educação, entre professores, coordenadores pedagógicos das Representações de Ensino (REN’s) e técnicos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), de Porto Velho.

O seminário tem a finalidade de auxiliar professores do Ensino Médio na melhoria da prática pedagógica e proporcionar avanços para a construção das referências curriculares.

De acordo com Rosângela Alves da Silva Neiva, coordenadora pedagógica do Ensino Médio, a abertura do seminário será às 9:00 horas do dia 29, com palestra de Giovanni Mendonça Lunardi, doutor em Filosofia e professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir). “Os trabalhos nos três dias do encontro serão desenvolvidos por meio de oficinas com temas variados, todos pertinentes ao objetivo do encontro” – conclui a coordenadora pedagógica.

Seminário internacional debate segurança alimentar e energética

Seminário internacional debate segurança alimentar e energética

Encontro reunirá especialistas do Brasil e da França entre os dias 21 e 23 de outubro, no Rio de Janeiro. O objetivo do evento é aprofundar o debate sobre a relação entre produção de alimentos e produção de biocombustíveis (etanol, biodiesel, etc.), com base em resultados de estudos especializados, especialmente nas áreas de Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas.

Segurança alimentar e segurança energética – Estratégias de Expansão da Produção de Alimentos e de Biocombustíveis na Eruopa e no Brasil: esse é o tema do seminário internacional que será realizado de 21 a 23 de outubro, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Avenida Chile, 100, Rio de Janeiro.

O objetivo do evento é aprofundar o debate sobre a relação entre produção de alimentos e produção de biocombustíveis (etanol, biodiesel, etc.), com base em resultados de estudos especializados, especialmente nas áreas de Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas.

A promoção é do Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA-UFRRJ), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, da Maison des Sciences de l’Homme e da Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales, da França.

A mesa de abertura, dia 21, às 17h, terá a participação de:

Nelson Jorge Moraes Mattos • Coordenador de Produção Integrada ao Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRRJ, Rio de Janeiro

Rosa Freire Furtado • Presidente do Centro Celso Furtado, Rio de Janeiro

Afrânio Raul Garcia Jr • Diretor do CRBC/EHESS, Paris, França

Ricardo Henriques • Assessor da Presidência, BNDES, Rio de Janeiro

Eli Diniz • Coordenadora do INCT/PPED/UFRJ, Rio de Janeiro

Hugues Goisbault • Cônsul da França no Rio de Janeiro

Jean-Guillaume Bretenoux • Embaixada da França, Brasília

Joaquim Soriano • Coordenador do NEAD/MDA, Brasília

John Comerford • Coordenador do CPDA/UFRRJ, Rio de Janeiro

Sergio Leite • Coordenador do OPPA/CPDA/UFRRJ, Rio de Janeiro

No mesmo dia, às 17h30min, ocorrerá a conferência magna “Segurança Alimentar e Segurança Energética: Escolhas Políticas e Escolhas Econômicas”, com Christina Comeliau (IUED, Genebra, Suíça e EHESS, Paris, França).

A inscrição é gratuita e poderá ser feita pelo site do evento: http://frbr2009seminario.sites.uol.com.br.

Não será possível fazer inscrições durante o evento.

As inscrições estarão abertas até o dia 19/10 às 12h.

A programação completa e outras informações também estão disponíveis no site do evento.

Seminário "O mundo de Gilberto Freyre"

“O MUNDO DE GILBERTO FREYRE” ANALISARÁ SOCIOLOGIA DA MEDICINA

Sociologia da Medicina é o título da obra de Gilberto Freyre que estará em debate no dia 27 de outubro de 2006, a partir das 14:00 horas. O tema será apresentado pelo Prof. Dr. Jônatas Meneses, do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Sociologia da Universidade Federal de Sergipe.

A obra de Gilberto Freyre é o ponto central de articulação do seminário “O mundo de Gilberto Freyre”. O evento foi aberto no dia 24 de fevereiro com a conferência do Prof. Dr. Francisco José Alves, do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe, sobre o tema Casa Grande & Senzala. No dia 31 de março o Prof. Dr. Ulisses Rafael Neves, do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Sociologia da UFS, abordou o tema SOBRADOS E MUCAMBOS. No dia 05 de maio de 2006, o Prof. Dr. José Rodorval Ranmalho, do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Sociologia da UFS abordou o tema ORDEM E PROGRESSO. O Prof. Msc. Antônio Samarone de Santana, do Departamento de Medicina da UFS apresentou no dia 26 de maio o livro NORDESTE, de Gilberto Freyre. No dia 16 de junho de 2006 foi discutido o texto OS INGLESES NO BRASIL, apresentado pela Profa. Dra. Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento, da Universidade Tiradentes – Unit. A Profa. Dra. Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas apresentou a obra UM ENGENHEIRO FRANCÊS NO BRASIL, no dia 28 de julho de 2006. O livro NÓS E A EUROPA GERMÂNICA, foi apresentado no dia 25 de agosto de 2006 pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (Professor do Departamento de História e do Mestrado em Educação da UFS). No dia 29 de setembro de 2006 foi discutido o livro MODOS DE HOMEM E MODAS DE MULHER, em apresentação feita pela Profa. Cristiane Vitório de Souza (Mestra em Educação pela UFS). Os demais temas em discussão no seminário “O mundo de Gilberto Freyre”serão os seguintes: – 24/11/2006 – Obra a ser debatida: CONTRIBUIÇÃO PARA UMA SOCIOLOGIA DA BIOGRAFIA – Apresentador: Samuel Barros de Medeiros Albuquerque (Professor do Departamento de História e aluno do Mestrado em Educação da UFS) – 22/12/2006 – Obra a ser debatida: O AÇUCAR – Apresentador: Joaquim Tavares da Conceição (Aluno do Mestrado em Educação da UFS). As reuniões do Seminário ocorrem sempre no auditório do Arquivo do Poder Judiciário do Estado de Sergipe. O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe – GEPHE. Interessados devem entrar em contato através do e-mail jorge@ufs.br

Concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe – TJ-SE

CONCURSO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SERGIPE 2009

O Tribunal de Justiça de Sergipe, abriu as inscrições para o novo concurso público de 2009, o novo concurso do TJ de Sergipe é para o preenchimento imediato de vagas e formação de cadastro de reserva do Tribunal de Justiça.

Os candidatos interessados em participar do concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe de 2009, poderão concorrer ao cargo de Analista do Tribunal de Justiça de Sergipe ou de Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe.

O salário inicial de Técnico Judiciário é de R$ 1.259,43 e de Analista Judiciário é de R$ 1.952,29.

A Jornada de trabalho do Analista Judiciário e do Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe é de 30/H semanais.

Os candidatos que tiverem interesse em participar do concurso do TJ de Sergipe, e quiserem concorrer para o cargo de Analista e Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe, poderão se inscrever para os dois cargos, devendo ser efetuada uma inscrição para cada cargo que o candidato pretende concorrer, pois é possível concorrer para os dois cargos visto que as provas serão realizadas em períodos diferentes.

Para participar do concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe e concorrer ao cargo de Analista Judiciário o candidato deverá ter nível superior completo e para o cargo de Técnico Judiciário é exigido que o candidato tenha concluído o ensino médio.

O valor da taxa de inscrição para o cargo de Analista Judiciário é de R$ 90,00 e para o cargo de Técnico Judiciário do concurso do TJ de Sergipe é de R$ 65,00.

As inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe de 2009, deverão ser realizadas a partir do dia 29 de Junho de 2009 até as 14:00h do dia 21 de Julho de 2009.

O candidato deverá pagar a taxa de inscrição do concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe até o dia do vencimento.

A partir do dia 28 de Julho o candidato deverá confirmar sua inscrição no site da comissão organizadora do concurso do TJ do SE de 2009.

As provas do concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe serão realizadas no dia 23 de Agosto de 2009, na cidade de Aracaju Sergipe para todos os cargos e especialidades.

O candidato que informar no ato da inscrição o email receberá o cartão informativo do concurso do Tribunal de Justiça através dele.

Os cargos do concurso do Tribunal de Justiça de Sergipe são;

* Analista Judiciário Área: Administrativa/Judiciária Especialidade: Direito
* Analista Judiciário Área: Administrativa Especialidade: Contabilidade
* Analista Judiciário Área: Apoio Especializado Especialidade: Serviço Social
* Analista Judiciário Área: Apoio Especializado Especialidade: Engenharia Civil
* Analista Judiciário Área: Apoio Especializado Especialidade: Arquitetura
* Analista Judiciário Área: Apoio Especializado Especialidade: Psicologia
* Analista Judiciário Área: Apoio Especializado Especialidade: Análise de Sistemas
* Técnico Judiciário Área: Administrativa/Judiciária
* Técnico Judiciário Área: Apoio Especializado Especialidade: Programação de Sistemas

ATENÇÃO SE VOCÊ PRETENDE PARTICIPAR DO CONCURSO DO TJ DE SERGIPE LEIA COM ATENÇÃO TODO O EDITAL

PARA MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O CONCURSO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SERGIPE O CANDIDATO DEVERÁ ENTRAR EM CONTATO COM A FUNDAÇÃO CARLOS ATRAVÉS DO TELEFONE (0XX11) 3721-4888, DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, EM DIAS ÚTEIS, DAS 9 ÀS 17 HORAS.

Concurso IBGE

Concurso IBGE 2009 – Inscrição e Edital 

As inscrições para o concurso do IBGE 2009 acontecem do dia 9 de junho até 23 de junho no site www.consulplan.net, mas os interessados em uma das 3,5 mil vagas temporárias para o cargo de agente de pesquisas e mapeamentos também podem se inscrever em uma agência dos Correios.

O salário é de R$ 700,00, o candidato deve ter nível médio de escolaridade. A taxa para se inscrever no concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de R$ 16,20. Dia 2 de agosto de 2009 a prova será aplicada.

Edital do IBGE 2009: www.consulplan.net.

Sociólogos chineses são palestrantes em seminário no Ipea

Sociólogos chineses são palestrantes em seminário no Ipea

Evento promovido pela Dicod vai discutir as transformações sociais no país asiático

Os sociólogos chineses Li Peilin e Wang Chunguang serão os palestrantes do seminário “Migrant Workers and Social Transformation in China”, promovido pela Diretoria de Cooperação e Desenvolvimento (Dicod) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na quinta-feira, 30 de julho, das 14h às 16h30, no auditório do 16º andar do Instituto em Brasília. As palestras serão em inglês, com tradução simultânea. A entrada é aberta ao público, e as inscrições podem ser feitas pelo eventos@ipea.gov.br ou pelos telefones (61) 3315-5075 e 3315-5108.

Doutor em Sociologia pela Université de Paris – Sorbonne, presidente e pesquisador sênior do Institute of Sociology, Chinese Academy of Social Sciences e diretor do Departamento de Sociologia da School of Graduate Student, Chinese Academy of Social Sciences, Li Peilin atua nas áreas de pesquisa de organização de empresas, estratificação social, reforma institucional e desenvolvimento. Desde 1995, tem lançado várias publicações sobre as transformações socioeconômicas pelas quais a China vem passando.

Pesquisador do campo da sociologia rural e sociologia aplicada, Wang Chunguang, doutor em Sociologia pela School of China Academy of Social Sciences, é professor e pesquisador sênior do Institute of Sociology, Chinese Academy of Social Sciences, e pesquisador visitante da Shanghai Economic Research Institute e da China Sino-Japanese Economic Research Center. Suas principais publicações datam de 2007 e tratam de questões migratórias e geopolíticas da China. Atualmente, Chunguang ocupa os cargos de vice-secretário geral da Chinese Association of Sociology e de vice-secretário geral e diretor executivo da Research Society of Social Thoughts of China.

Congresso da ALAS

Os Congressos da Associação Latino-Americana de Sociologia (Alas)

por SÉRGIO SANANDAJ MATTOS

Os Congressos da Associação Latino-Americana de Sociologia (Alas) têm sido o centro de debates e convergência intelectual de especialistas de todas as partes do continente. Até meados da década de 1960, a presidência dos primeiros congressos esteve praticamente a cargo do chamado grupo de fundadores da Alas, como A. Poviña (Buenos Aires, 1951), A. Carneiro Leão (São Paulo e Rio de Janeiro, 1953), Luis Bossano Paredes (Quito, 1955), Astolfo Tapia (Santiago do Chile, 1957), Isaac Ganon (Montevidéu, 1959) e Rafael Caldera (Caracas, 1961).

A partir de então, sociólogos de inspiração crítica passam a presidir os congressos da Associação, como Orlando Falls Borba (Bogotá, 1964); Edelberto Torres Rivas (San Salvador, 1967); Pablo Gonzales Casanova (México, 1969); Guilhermo Briones (Santiago, 1972); Daniel Camacho; (San José da Costa Rica, 1974), Agustín Cueva (Quito, 1977); Marco A. Gandásegui, (Panamá, 1979); Miguel de Castilla Urbina (Puerto Rico, 1981); Pablo Gonzales Casanova (Manágua, 1983), dentre outros. A seguir uma cronologia temática dos congressos mais recentes:

O VII Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia, realizado em Bogotá (Colômbia), em julho de 1964, começa a refletir a preocupação pelas crises na América Latina e a necessidade de sua transformação. O VIII Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia ocorreu em San Salvador, em setembro de 1967. O IX Congresso foi realizado na cidade do México, em novembro de 1969. O X Congresso da Alas ocorreu em Santiago do Chile, entre os dias 28 agosto e 5 setembro de 1972. A Costa Rica sediou o XI Congresso realizado em San José da Costa Rica, em julho de 1974. O sociólogo norteamericano Reuben Hill, presidente da International Sociological Association, proferiu a conferência “La Asociación Internacional de Sociologia y el desarrolo en el mundo de la Sociologia”.

O XIII Congresso da Alas ocorreu no Panamá, em 1979, e teve como tema A Democracia na América Latina

O Equador sediou o XII Congresso realizado em Quito, em 1977. O XIII Congresso da Associação LatinoAmericana de Sociologia, tendo como tema A Democracia na América Latina, ocorreu no Panamá em novembro de 1979. O XIV Congresso da Alas foi realizado em San Juan (Porto Rico), em outubro de 1981 e teve como tema Classe, Nação e Estado. O XV Congresso, tendo como tema Participação Popular e Estratégias de Desenvolvimento na América Latina e Caribe, foi realizado em Manágua (Nicarágua), em outubro de 1983, durante os primeiros anos da experiência revolucionária sandinista. O XVI Congresso da Alas, tendo como tema central A Democracia na América Latina, realizou-se no Rio de Janeiro (Brasil), entre os dias 2 e 7 de março de 1986, em plena fase do processo de redemocratização brasileiro.

O Uruguai sediou o XVII Congresso da Alas, cujo tema foi Os Desafios Atuais da América Latina, Sociedade e Política diante da crise, realizado em Montevidéu, em dezembro de 1988. O XVIII Congresso, realizado em maio de 1991 no Palácio das Convenções de Havana (Cuba), foi uma oportunidade para aproximar os sociólogos latinoamericanos das experiências do socialismo cubano. O congresso teve como tema Os Desafios da América Latina e do Caribe num mundo cambiante.

O XIX Congresso ocorreu na cidade de Caracas (Venezuela), entre os dias 30 de maio e 4 de junho de 1993, e teve como tema Políticas Sociais, Desenvolvimento e Viabilidade Democrática. O XX Congresso da Alas foi realizado na cidade do México em outubro de 1995, tendo como tema América Latina e Caribe – Perspectivas de sua Reconstrução. O sociólogo e historiador norteamericano, Immanuel Wallerstein, na época presidente da International Sociological Association, proferiu a conferência “La reestruturación capitalista y el sistema-mundo”.

O Brasil sediou o XXI Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia, realizado na Universidade de São Paulo entre os dias 31 de agosto e 5 de setembro de 1997, tendo como tema América Latina e Caribe: Por uma democracia sem exclusões, nem excluídos. É realizado na cidade de Concepción (Chile), em outubro de 1999, o XXII Congresso, cujo tema foi Até onde vai a América Latina? Sob o enfoque América Latina entre a Globalização do Subdesenvolvimento e a Emergência de Novas Alternativas.

Os urgentes desafios do pensamento crítico latinoamericano aconteceu o XXIII Congresso, realizado na Universidade de San Carlos (Guatemala), entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro de 2001. O XXIV Congresso ocorreu na cidade de Arequipa (Peru), em novembro de 2003, e teve como tema principal América Latina. Por uma Nova Alternativa de Desenvolvimento.

O Brasil sediou, mais uma vez, o XXV Congresso, que ocorreu em Porto Alegre em agosto de 2005, e cujo tema foi Desenvolvimento, Crises e Democracia na América Latina: Participação, Movimentos Sociais e Teoria Sociológica. O XXVI Congresso foi realizado em Guadalajara (México), entre os dias 13 e 18 de agosto de 2007, em torno do tema América Latina em e a partir do mundo. Sociologia e Ciências Sociais Diante da Mudança de Época: Legitimidades em Debate. O XXVII Congresso da Alas acontece de 31 de agosto a 4 de setembro de 2009, na cidade de Buenos Aires (Argentina), com uma temática em torno da democracia participativa, cenários produtivos e da construção do conhecimento.

Palestra sobre gerenciamento de crise

Especialista internacional ministra palestra sobre gerenciamento de crise

Da Redação

James E. Grunig, considerado um dos maiores especialistas em comunicação corporativa mudial, vem ao Brasil para ministrar a palestra “Como sobreviver em contextos vulneráveis – As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos”.

O evento, gratuito, será realizado às 19h no dia 06/08, no auditório da FAPCOM, em São Paulo. Grunig é autor do recém lançado livro no Brasil,“Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos”, em co-autoria com os professores Maria Aparecida Ferrari e Fábio França e editado pela Difusão Editora. O livro apresenta a maior pesquisa internacional sobre o processo de comunicação corporativa nas organizações.

Para participar da palestra, basta enviar nome completo, telefone e e-mail para marketing@difusaoeditora.com.br, ou entrar em contato pelo telefone (11) 4227-9400.

Projeto Autoestima realiza fórum


Projeto Autoestima realiza fórum

No evento serão discutidos os seguintes temas: Orgulho de ser…e de estar na mídia e no Ceará; cultura juvenil e direitos humanos; a marca Ceará. O projeto Autoestima; mar e sertão: metáforas cearenses de educação para a liberdade

O Fórum Autoestima Cearense ocorre nesta quarta-feira, 8, e quinta-feira, 9, promovendo discussões sobre temas como o orgulho de ser e de estar na mídia e no Ceará; cultura juvenil e direitos humanos; a marca Ceará e metáforas cearenses de educação para a liberdade.

Entre os convidados, Ricardo Salmito, graduado em psicologia, especialista em teorias da comunicação e da imagem, mestre em comunicação e cultura contemporânea e professor da Faculdade Católica do Ceará. Glória Di[ogenes, professora da Univerdidade Federal do Ceará, mestre em Sociologia e doutora em Sociologia. Atualmente, secretária de direitos humanos da prefeitura de Fortaleza. E Custódio Almeida, professor adjunto da Universidade Federal do Ceará, mestre em Sociologia e doutor em filosofia. Atua na área de filosofia, comênfase em fenomenologia e hermenêutica.

O Projeto Autoestima Cearense é uma iniciativa do Grupo de Comunicação O POVO com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará e realização do Instituto Albanisa Sarasate e Jornal O POVO.

O projeto possui várias ações de comunicação que visam potencializar a autoestima cearense.

Na primeira fase, foi realizada uma pesquisa, aplicada em todo estado, sobre aspectos ligados a cearensidade. Na sequencia, o Jornal O POVO publicou três cadernos especiais sobre o tema. Em seguida foi realizada a escolha escolha de uma marca que sintetiza a nossa autoestima.

Programação:

9/7/2009

18h30min – Palestra com Ricardo Salmito
Orgulho de ser nordestino

20h30min – Palestra com Glória Diógenes
Cultura juvenil e direitos humanos

9/7/2009

18h30min
A marca Ceará. O projeto Autoestima

20h30min – Palestra com Custódio Almeida
Mar e sertão: metáforas cearenses de educação para a liberdade

Serviço:

Local: Auditório da Pax Corretora (antiga Bovespa)
Rua: Dom Manuel, 1020 – Centro

Seminário de mulheres será aberto hoje


Seminário de mulheres será aberto hoje

O evento debate dilemas e perspectivas na vida das mulheres, principalmente de assentamentos rurais

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) abre às 19h de hoje (9) o “II Seminário vida de mulheres: dilemas e perspectivas”, no cine-auditório da Unidade 1 da UFGD, localizado na Rua João Rosa Góes, 1.761, Vila Progresso.

O evento será realizado até sábado de manhã e as inscrições são gratuitas. O credenciamento pode ser feito das 13h às 19h, também no cine-auditório.
A abertura do seminário terá apresentação cultural e a conferência sobre “Vida de mulheres do campo: dilemas e perspectivas”, com a Anita Brumer (UFRGS – Porto Alegre).

O seminário será desenvolvido por ocasião da terceira etapa do tempo universidade, Curso de Licenciatura em Ciências Socias/Pronera, que é oferecido exclusivamente para pessoas de assentamentos de reforma agrária e em períodos de férias. No entanto, o evento é destinado aos alunos e professores da UFGD e à comunidade em geral.

A programação prevê para sexta-feira (10), às 8h, apresentação cultural e mesa redonda na Unidade II da UFGD, localizada na Cidade Universitária de Dourados. A mesa redonda debaterá relatos de pesquisas em andamento (Mestrado em História) com os acadêmicos da UFGD, Claudia Melissa de Oliveira G. Silva, Mirian Jaqueline Toledo Sena Severo, Fábio Rodrigues Borges e Grazihely Berenice Fernandes dos Santos Paulon, sendo que o mediador será o João Carlos de Souza (FCH/UFGD).

Às 13h30, também no auditório da Unidade II, após apresentação cultural, será realizada a mesa redonda sobre “Assentamentos rurais de Mato Grosso do Sul: espaços em construção” com a Rosimeire Aparecida de Almeida (UFMS – Três Lagoas), Clarice Aparecida dos Santos (Pronera) e representante de movimento social. A mediadora será Márcia Yukari Mizusaki (FCH/UFGD).

Já a programação da noite de sexta-feira (10), será no cine-auditório da Unidade I da UFGD, a partir das 19h, com apresentação cultural, lançamento de livros de professores da UFGD e mesa redonda sobre “Relações de gênero e a Lei Maria da Pena”, com Odila Lange (advogada e professora), Simone Becker (Fadir/UFGD) e representante de movimento social, com mediação de Alzira Salete Menegat (FCH/UFGD).

Na manhã de sábado (11), a programação de encerramento será no cine-auditório da Unidade I da UFGD, com apresentação cultural às 8h e mesa redonda sobre “Relações de Gênero, Juventude e Movimentos Sociais”, com Giana Yamim Amaral (UEMS-Dourados), Álvaro Banducci Júnior (UFMS – Campo Grande) e representante de movimento social. O mediador desse mesa redonda será Walter Roberto Marschner (FCH/UFGD).

Pela UFGD a realização é da Faculdade de Ciências Humanas, Bacharelado em Ciências Sociais, Licenciatura em Ciências Sociais/Pronera e mestrado em História. Além da UFGD, o evento é realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/MS), Ministério do Desenvolvimento Agrário/ Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (MDA/Pronera) e Movimentos Sociais.

Mais informações
Fones: 3411 3822 e 3411 3814

Seminário debate democratização da mídia

Seminário debate democratização da mídia

O portal Vermelho, com apoio do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo e da Fundação Maurício Grabois, realizará nos dias 27 e 28 de junho o seminário “Propostas concretas para a democratização dos meios de comunicação”. A iniciativa visa contribuir na preparação da Conferência Nacional de Comunicação, marcada para dezembro, e que será precedida das etapas municipais e estaduais entre os meses de julho-outubro. O objetivo é envolver mais pessoas neste processo de mobilização e contribuir na elaboração das propostas dos movimentos sociais. O Jornal dos Engenheiros publicou a seguinte matéria sobre o seminário:

O desafio da conferência nacional de comunicação

Após intensa pressão dos movimentos sociais, o presidente Lula finalmente convocou a primeira Conferência Nacional de Comunicação. Foi preciso dobrar a resistência dos barões da mídia, que manipulam corações e mentes de milhões de brasileiros, possuem expressiva e ativa bancada de senadores e deputados e estão infiltrados no próprio Palácio do Planalto, através do ministro das Comunicações – ou melhor, ministro da TV Globo –, Hélio Costa. A conferência está marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro e será precedida pelas etapas municipais e estaduais, a partir de julho. Será a primeira oportunidade na história do país para a sociedade debater o papel da mídia.
Do ponto de vista do sindicalismo, não há dúvidas de que a mídia existente no país não serve à democracia e nem à luta dos trabalhadores. Ele vive desinformando a população, criminalizando os movimentos sociais e atacando os direitos trabalhistas. Qualquer ação sindical é tratada como “bagunça”, como fator de “caos no trânsito”. As leis trabalhistas são encaradas como privilégios; a previdência social é apontada como “gastança”; os sindicatos são rotulados de “corporativos e atrasados”. A mídia hegemônica serve aos interesses do grande capital. Atualmente, ela ocupa o papel do “partido da direita”, atacando as lutas sociais e os governos minimamente progressistas.
Diante deste quadro, a Conferência Nacional de Comunicação ganha enorme importância. Além de diagnosticar seu papel nefasto à sociedade, esta será a oportunidade para apresentar propostas concretas para a democratização da mídia. Medidas como a do fortalecimento da rede pública, a da revisão dos critérios de concessão às empresas privadas, a do incentivo às rádios comunitários e aos veículos alternativos ou a do estímulo à inclusão digital estarão na pauta desta conferência. A ditadura midiática, que fez de tudo para evitar a conferência, agora tentará evitar as mudanças mais profundas neste setor. Não dá para vacilar nesta batalha de caráter estratégico.
Com este visão, o Portal Vermelho, com o apoio do Sindicato dos Engenheiros e da Fundação Maurício Grabois, realizará nos dias 27 e 28 de junho o seminário “Propostas concretas para a democratização da comunicação”. O evento terá a presença dos mais renomados especialistas no tema. Além de discutir as medidas para o enfrentamento da ditadura midiática, ele abordará as experiências recentes em outros países do continente, que também padecem do mesmo mal. O objetivo do seminário é ajudar na construção de uma plataforma de propostas que sirvam para municiar os ativistas dos movimentos sociais nas conferências municipais, estadual e nacional.

A programação do evento é a seguinte:

Seminário: “Propostas concretas para a democratização da comunicação”

Dias 27 e 28 de junho.

Local: Auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.(Rua Genebra, centro, ao lado da Câmara Municipal da capital paulista)

Dia 27 de junho (sábado), às 9 horas.

“O papel da mídia na atualidade”

- Venício de Lima – professor da UNB e autor do livro “Mídia: crise política e poder no Brasil”;

- Marcos Dantas – professor da PUC/RJ e autor do livro “Agenda democrática para as comunicações”;

- Altamiro Borges – diretor do Portal Vermelho e autor do livro “A ditadura da mídia”;

Às 14 horas.

“As mudanças legais na América Latina”

- Beto Almeida – integrante do comitê diretivo da Telesur;

- João Brant – integrante da comissão de auditória da radiodifusão do Equador e do Intervozes;

- Celso Augusto Schröder – presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e da FNDC;

Dia 28 de junho (domingo), às 9 horas.

“As propostas dos poderes Executivo e Legislativo”

- Tereza Cruvinel – presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC);

- Luiza Erundina – deputada federal do PSB/SP;

- Cida Diogo – deputada federal do PT/RJ; (*)

- Manoela D’Ávila – deputada federal do PCdoB;

Às 14 horas.

“As propostas dos movimentos sociais brasileiros”

- Lucia Stumpf – presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE);

- Rachel Moreno – pesquisadora do Observatório da Mulher;

- Bia Barbosa – Coletivo Intervozes;

- Sérgio Murilo – presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

- Vagas limitadas

- Prazo para inscrições: 22 de junho

- Taxa de inscrição: R$ 50,00

- Promoção: Portal Vermelho

- Apoio: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo e a Fundação Maurício Grabois.

As inscrições devem ser feitas diretamente no baner do sítio do Vermelho – www.vermelho.org.br

Sociologia e Cinema

Sociologia e Cinema é possível?
1. Por que um Projeto de Sociologia e Cinema ?
A sociologia é a disciplina da modernidade do capital que surgiu com capitalismo industrial. A sociologia crítica é a ciência social capaz de apreender as múltiplas determinações do ser social capitalista inscritas na narrativa fílmica. Com certeza, existem muitos projetos pedagógicos que buscam utilizar, como mero recurso ilustrativo, o filme para discutir temas das disciplinas de história, psicologia, filosofia, educação e direito. Entretanto, o Projeto Tela Crítica busca ir além do uso do filme apenas como mero recurso ilustrativo de temas sociológicos. Aliás, visa ir além do próprio objeto em si da investigação sociológica. Na verdade, trata o filme como pre-texto para a reflexão critico-sociológica no sentido amplo da palavra “sociologia”, capaz de propiciar, um campo de experiencia critica voltado para o conhecimento verdadeiro da totalidade social. O Projeto Tela Crítica busca “dialogar” com elementos sociológicos sugeridos pelo filme. Ora, o filme reflete (e representa) uma totalidade social concreta, compondo um conjunto complexo de sugestões temáticas que podem ser apropriadas para uma reflexão critico-sociológica. Mesmo um drama psicológico ou um filme de terror, por exemplo, possuem, em última instância, elementos significativos que refletem (ou representam) determinadas traços da vida social concreta. Enfim, o Projeto Tela CRítica exige, de cada um de nós, imaginação sociológica. É através da análise critica do filme que podemos nos apropriar de sugestões temáticas e desenvolver determinadas refelxões histórico-sociológicas. Não compete ao filme explicar. O filme apenas sugere. É a teoria sociológica critica (e dialética) que é capaz de, a partir das “sugestões” do filme, contribuir para o conhecimento social. Entretanto, a teoria critica apenas nos sugere o ponto de partida. O itinerário de reflexão critica é o percurso essencial, inclusive desvelando novas determinações do objeto social. Não podemos meramente “aplicar” a teoria critica ao filme. A idéia é discutir a sociedade a partir do filme, mais do que discutir o filme a partir da sociologia.
2. Com o Projeto Tela Crítica, o sociólogo torna-se crítico de cinema?
O Projeto Tela Crítica não é um projeto de sociologia do cinema, mas sim de sociologia e cinema. Para nós, o filme é apenas um pré-texto para uma reflexão critica, totalizante e totalizadora, sobre a sociedade burguesa. É claro que, ao utilizarmos o filme no processo pedagógico, somos obrigados a passar pela instância do meio filmíco, isto é, a forma filmica e sua dimensão estética, mediação ineliminável da Sétima Arte. Entretanto, nossa proposta é irmos além da Tela, desenvolvendo discussões sociológicas a partir de eixos temáticos sugeridos pelo filme; desvelando, através da análise critico-dialética, categorias sociais e elementos reflexivos não necessariamente postos conscientemente pelo diretor ou roteirista do filme. Enfim, a verdadeira obra de arte é superior (no sentido de ir além) ao próprio criador, tanto no sentido ontológico, isto é, não existe a mera identidade sujeito-objeto, quanto no sentido epistemológico, ou seja, é capaz de propiciar sugestões heuristicas para além da intencionalidade do próprio criador. Todo filme possui uma dimensão estético-formal, que é objeto da teoria do cinema propriamente dita, e uma dimensão político-sociológica, que contém, implicitamente, traços e pistas essenciais compositivos da sociabilidade burguesa. Todo filme é, deste modo, tanto reflexo sociológico, quanto representação ideológica do mundo burguês. É claro que o reflexo sociológico pode estar mistificado, invertido ou obliterado pela representação ideológica. Por isso torna-se necessário a análise crítica. Por isso, chama-se Tela Crítica: quer dizer, ir além da Tela. O que significa que a análise crítica é também uma análise de desconstrução racional do objeto filmico, apreendendo e desenvolvendo de forma lógico-categorial suas sugestões temáticas. O operador da metodologia Tela Crítica precisa conhecer, se possível, as teorias do cinema, enfim, buscar dominar os meandros da Sétima Arte, isto é, conhecer a morfologia estética, a psicologia e a sociologia do cinema. Isto é, conhecer os elementos da forma do filme. Isto ajuda a aprimorar a análise critica do objeto filmico. Ou seja, dominar o meio é importante. Deste modo, a análise critica do filme pressupõe um momento de critica do cinema. Mas, é preciso ir além, senão ficaremos tão-somente na análise da forma do filme. Na verdade, temos a obrigação de desenvolver a problemática social sugerida pelo filme (uma totalidade social concreta com suas múltiplas instâncias sociais). É importante apreender os eixos temáticos (eixo temático principal e subtemas vinculados) e tratá-los a partir da teoria social crítica, mobilizando, deste modo, a sociologia, antropologia, psicologia, história e economia. É a teoria critica e seus elementos categoriais que contribuem para desenvolver e explicar, num primeiro momento, os elementos sugeridos pelo filme. Como a proposta do Projeto Tela Crítica é a análise social crítica, o melhor referencial teórico-analítico ou principio explicativo do mundo burguês é o marxismo dialético, aberto para as contribuições das ciencias sociais e dos clássicos sociológicos (Émile Durkheim e Max Weber, por exemplo) e da psicanálise (a psicanálise é a ciência crítica da subjetividade burguesa, apesar do viés biologicista ou psicologista do freudismo). Enfim, quanto mais ilustrado, no sentido cultural, e aberto, no sentido epistemológico, isto é, capaz de apreender as mais diversas contribuições da teoria social do século XIX e do século XX – psicologia/psicanálise, antropologia, história, filosofia, etc, mais o operador do Tela Crítica será capaz de apreender a riqueza dos elementos da totalidade social concreta pressupostas nos filmes.
3. Todos os filmes contribuem para a Tela Crítica?
Nem todos os filmes têm o mesmo valor heurístico. Num primeiro momento, é importante utilizar filmes clássicos, filmes de grandes diretores e de mestres-artesãos do cinema mundial. A grande Arte, a verdadeira arte realista, é pródiga. O cinema viveu tempos áureos no século XX, com sua capacidade de explicitar, de forma magistral, os nexos problemáticas da modernidade tardia do capital. Os clássicos do século XX foram W. Griffith, Charles Chaplin, Buster Keaton, Harold Lloyd, Frank Capra, Fritz Lang, William Wyler, John Huston, Stanley Kubrick, Federico Fellini, Luchino Visconti, Pier Paolo Pasolini, Vittorio De Sica, Roberto Rosselini, Ingmar Bergman, Eisenstein, Tarkovski, Jean-Luc Godard, Michelangelo Antonioni e muitos outros. É com os filmes clássicos e seus legitimos herdeiros estéticos contemporâneos que podemos tirar o melhor do Projeto Tela Crítica. Assiste-se hoje muito pouco aos clássicos do cinema e se esquece que a magia do cinema deve muito àqueles que conseguiram aprimorar a Sétima Arte no século XX. Quando dizemos aprimorar o cinema, dizemos não apenas aprimorar a capacidade técnica-formal, insuperável em nosso dias com os magistrais efeitos especiais, mas principalmente a capacidade estético-critica, que tende hoje a se degradar, tendo em vista roteiros banais e a lógica de mercado hegemônica que rebaixa as narrativas ao gosto comum das massas e à sua capacidade obtusa de entendimento. Entretanto, o Projeto Tela Crítica se utiliza muito dos filmes contemporâneos, capazes de explicitar temas sociológicos que tenham compromissos com a arte realista (o que implica o realismo em todas suas variantes estéticas, não desprezando, é claro, os generos ficção-científica ou o genero horror). Apesar dos clássicos serem indispensáveis e necessários, eles não são suficientes. Todo filme realista pode ser objeto de analise fílmica. Além disso, mesmo do “lixo” da indústria cultural é possível tirar sugestões criticas interessantes, capazes de desvelar, desfetichizar/desmitificar a lógica do sistema do capital e a sociabilidade do mundo burguês, pois é isso que interessa explicitar. Finalmente, uma das funções do Tela Crítica é criar uma nova sensibilidade estética, uma cultura filmica comprometida com os valores humanistas e com a consciencia critica do mundo burguês.
4. Por que o compromisso do Tela Crítica com a Critica Social?
Apenas a análise crítico-dialética é capaz de vislumbrar as determinações essenciais da totalidade social concreta, apreendendo a riqueza múltipla das sugestões heuristicas propiciadas pela narrativa fílmica, com seus detalhes interessantes sobre a sociabilidade burguesa. A dialética é a ciência da vida, nos disse Hegel. A arte imita a vida. Enfim, o cinema é a maior expressão (reflexo/representação) da vida moderna. Só uma análise dialética, materialista e histórica, comprometida com a crítica social, é capaz de vislumbrar a riqueza das múltiplas determinações que compõem a narrativa filmica da grande obra. O positivismo é infértil e medíocre. É incapaz de imaginação sociológica. Ele não consegue ir além da estrutura narrativa dada e cultiva meras ilações formalistas. É incapaz de apreender as contradições objetivas da estrutura social e seus reflexos dialéticos na trama artistica. É incapaz de tratar da totalidade concreta e da dialética entre a parte e o todo, individuo e sociedade, passado e presente. Enfim, a crítica social que está imbuída do compromisso prático-material com a “negação da negação”, é capaz de ver e apreender as contradições do real social e histórico e seus reflexos estéticos, tendo em vista que são elas, as contradições do todo social burguês, que nos permitem vislumbrar o para além do que é dado – pelo menos enquanto utopia (e possibilidade) concreta.
5. Como o Projeto Tela Crítica se diferencia de outrs projetos pedagógicos que utilizam o filme?
O filme tem sido utilizado como elemento de reflexão pedagógica em várias áreas de estudo acadêmico: historia, psicologia, psicanálise, filosofia, direito, etc. Na área de história e na área de educação existe uma larga reflexão sobre a utilização do filme em sala de aula ou do filme como objeto de pesquisa em educação. Na verdade, na área de educação o que existe não é propriamente análise de filme, mas investigação sobre o vínculo educação e cinema. É quase uma sociologia educacional do filme. O educador, ao elaborar a análise do filme, é obrigado a recorrer ao instrumental heurístico da sociologia, psicologia/psicanálise, antropologia ou historia. O mesmo ocorre com professores de direito, por exemplo, que utilizam o filme para uma reflexão sobre a prática jurídica. A análise do filme é um meio de reflexão sobre a prática profissional (no caso dos educadores, utiliza-se o filme nesse sentido – meio de reflexão da prática pedagógica). Inclusive, até professores de quimica têm utilizado o filme em sala de aula para tratar de contéudos da disciplina. Enfim, a segmentação das práticas pedagógicas que utilizam o filme é bastante interessante, pois demonstra ser o filme, a verdadeira “linguagem” universal. Entretanto, o filme utilizado por tais disciplinas não possui propriamente caráter heurístico. Ele não incita a investigação científica propriamente dita, mas apenas contribui para a validação (ou não) de determinados contéudos disciplinares ou práticas profissionais. O filme é utilizado como mera ilustração. A análise do filme não é um exercicio reflexivo em si, mobilizando categoriais de análise e principios explicativos. Para o Tela Crítica, o filme é uma totalidade social concreta in vitro, mediada, é claro, pelos elementos da representação ideológica que a constitui. É claro que, muitas vezes, o filme é objeto de investigação em si e não meio para uma reflexão disciplinar sobre o mundo sócio-histórico. É o que ocorre, por exemplo, com a sociologia do cinema. Entretanto, o Projeto Tela Crítica utiliza o filme de forma diferenciada. Ele é um projeto pedagógico no sentido latu do termo. Ele busca agir sobre (e com a) subjetividade das pessoas através da análise do filme. Busca dar vida ao conceito através da arte, antropomorfizando o que a ciência social desantropomorfizou. O filme incita (e excita) a reflexão critica.
6. Como o Projeto Tela Crítica trata as abordagens divergentes na análise de filmes?
É claro que existem múltiplas leituras de uma narrativa filmica. O que não quer dizer que todas as abordagens (ou análises) de filme tenham o mesmo valor heurístico, no sentido de apreender as determinações essenciais do todo concreto da obra filmica. Existem boas e más interpretações de filme. Algumas se detém nos elementos contingentes e não conseguem apreender os nexos essenciais sugeridos. Uma boa análise de filme possui coerência lógica interna, devendo sempre se basear em fatos narrativos e não em mera suposição subjetiva de quem analiza. Às vezes, um detalhe é importante, mas não é o essencial. O que não quer dizer que devemos desprezar os detalhes da narrativa. O que devemos é apreender os nexos essenciais da estrutura narrativa e seus temas significativos, capazes de serem desenvolvidos pela análise crítica. A melhor teoria explicativa do filme é aquela que consegue dar mais significados heuristicos ao maior número de elementos narrativos do filme.
7. Existe uma Metodologia de Análise de Filmes do Projeto Tela Crítica?
É possível discriminar os seguintes passos para uma análise crítica do filme: (1) assistir o filme, de preferência em cópias de ótima qualidade de imagem e som, buscando preservar os principais elementos da forma filmica. Não podemos nos esquecer que cinema é imagem e som em movimento. É importante garantir tela grande e ótima qualidade de exibição, elementos capazes de envolver, no plano subjetivo, o público. O primeiro impacto emocional do filme é decisivo. O filme que consegue mobilizar a inteligencia emocional do público é aquele capaz de contribuir para o projeto do cinema como experiencia crítica. A exibição é o primeiro momento da catarse analítico-critica, que é a proposta do projeto pedagógico Tela Crítica; (2) apreender a estrutura narrativa e seus elementos primários e secundários. É importante desconstruir a narrativa filmica, com seus múltiplos personagens e situações-chaves. O rigor analítico e a precisão de detalhes é decisiva; (3) discriminar o eixo temático principal e os temas significativos primários e secundários sugeridos pelo filme, ou seja, seus eixos temáticos principais e de segunda ordem. É a partir daí que podemos refletir, de forma crítica, sobre o filme. E finalmente, a análise do filme a partir deste desenvolvimento teórico-categorial. E mais: o desenvolvimento categorial para além do filme, remetendo a outros filmes do gênero. Podemos, deste modo, discriminar um movimento de ida: a análise teórico-categorial se apropria do filme. Mas o verdadeiro desafio é provocar o movimento de volta: a obra filmica contribuindo para o desenvolvimento teórico-categorial. O que exige estudo do objeto sociológico sugerido pelo filme e o desenvolvimento de seu conteúdo. É o momento da síntese conceitual.
8. Onde utilizar a Metodologia de Analise de Filme Tela Critica?
Pode ser utilizada em escolas de ensino médio e ensino superior com a devida adaptação, pois deve-se levar em consideração o grau cognitivo do público-receptor. Além disso, é um instrumento precioso nas atividades de formação política e social (em geral, sindicatos e partidos têm desprezado o uso do filme na pedagogia politica). A análise do filme pressupõe sujeitos de recepção ativos e dispostos a uma experiência crítica. Não é meramente “colar” a ideologia no filme, mas utilizar a obra de arte para desenvolver uma consciência crítica. Deste modo, o Projeto Tela Crítica é incompatível com a análise dogmático-sectária. Algumas vezes, a utilização do filme como mera ilustração de conteúdo dado em sala de aula possui certo viés dogmático. O Projeto Tela Critica se propõe a fazer o caminho inverso da indústria cultural que quer tão-somente entreter o público – o importante é fazê-los sentir e refletir.
9. Como deve atuar o operador da Metodologia Tela Crítica?
O operador do Tela Crítica deve atuar como facilitador ou mediador da prática reflexiva, procurando evitar a dispersão que é comum numa análise de filme. O operador deve instigar o estudo prévio dos elementos teórico-analíticos e seu arcabouço teórico-categorial. Análise de filme é dificil, pois além do dominio criativo da teoria sociológica explicativa, exige imaginação sociológica. Não basta a teoria, é preciso, muitas vezes, ir além dela, re-criando-a. O maior perigo da análise do filme é o subjetivismo. Deve-se “cruzar” as interpretações e buscar, no interior da estrutura narrativa, seu sentido imanente. É de fundamental importância a capacitação teórico-analitica do operador da metodologia Tela Crítica. Aliás, sem a capacitação teórico-analítica não existe análise critica. Como destacamos no ensaio “A hermenêutica do filme”, o papel do sujeito-receptor é deveras importante. É ele que apreende os significados imanentes da obra filmica. Mas a apreensão critica exige um público qualificado. Um operador Tela Crítica deve saber utilizar o meio narrativo para educar o público sobre o significado concreta de categorias da dialética social. Uma categoria social é uma forma de ser, isto é, uma determinação da existência. Esta é a função pedagógica do Projeto Tela Crítica. Parafraseando Picasso poderíamos dizer que o filme é uma mentira, mas uma mentira que nos ensina a verdade. Mas para isso precisamos estar abertos à apreender a verdade sociológica através da análise dialética. É interessante o confronto de análises de filme, pois é através deste confronto analítico que a dialética materialista demonstra sua superioridade heurística em relação às demais abordagens sociológica ou psicológica.

Encontro discute relação entre sociologia e educação

Encontro discute relação entre sociologia e educação

Da Redação
Agência Pará

A sociologia é a base para a formação de educadores e para a compreensão do papel da educação nos contextos social e político. Essa relação entre a investigação sociológica e a educação na contemporaneidade é o tema do I Colóquio de Sociologia da Educação, organizado pela professora Eleanor Palhano, do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

O evento acontece nesta sexta, 19, no auditório Paulo Freire, da biblioteca do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), a partir das 8h30, com entrada franca. “O objetivo do colóquio é debater a contribuição da sociologia para a formação de educadores”, explica Palhano.

Na programação, haverá duas mesas redondas cujos temas são “A sociologia e a formação de professores: diversidades e democracia” e “Pensamentos sociológicos e a educação na contemporaneidade”. O evento contará com a presença de professores da Uepa e convidados de outras universidades, que divulgarão os trabalhos recentes de pesquisa no campo da sociologia da educação.

Além das mesas de discussão, o colóquio terá sessões de pôsteres e o mini-curso “A pesquisa em Sociologia da Educação”. A ideia é propiciar a integração entre professores, pesquisadores e alunos, dando visibilidade política e social à produção de conhecimento na área da sociologia da educação.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail coloquiodesociologia@bol.com.br ou pelo blog coloquiosociologico.wordpress.com. Os participantes receberão certificado.

Ascom – Uep

Sociólogo português profere conferência na UnB

Sociólogo português profere conferência na UnB

Por UnB

Nesta quinta-feira, dia 4 de junho, a Universidade de Brasília (UnB) recebe o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Um dos pensadores mais respeitados da atualidade, Boaventura visita a UnB e fala em conferência às 8h30, no anfiteatro 9.O tema é “Reinvenção da Emancipação Social a partir das Epistemologias do Sul”.

A conferência de Boaventura integra a temática Universidade e Sociedade, a terceira do ciclo de debates “UnB em ReestruturAção” onde se tem buscado agregar e subsidiar a discussão em torno da construção do projeto político- pedagógico institucional da Universidade de Brasília. A realização é do Decanato de Ensino de Graduação, no âmbito do Programa de Reestruturação e Expansão da Universidade de Brasília – Reuni.

Sociólogo português elogia governo brasileiro pelo refúgio político ao italiano Cesare Battisti

Sociólogo português elogia governo brasileiro pelo refúgio político ao italiano Cesare Battisti

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra, enviou hoje (23) carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiando a decisão do governo brasileiro em conceder refúgio político ao italiano Cesare Battisti.

Sousa Santos, que está no Brasil para participar do Fórum Social Mundial, também comparou a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de Justificarconceder o refúgio político, a do presidente norte-americano, Barack Obama, que suspendeu por 120 dias todos os julgamentos de supostos terroristas presos na base militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba.

“A decisão do ministro Tarso Genro coincide no tempo com a decisão do presidente Obama de encerrar a prisão de Guantánamo e de suspender os julgamentos da ‘justiça de exceção’. São duas decisões convergentes dos governos de dois grandes países que assinalam aos mundo que a verdadeira segurança cidadã – um dos lemas do seu governo – reside no respeito do direito, dos direitos humanos e no aprofundamento da democracia. Todos os democratas do mundo estamos gratos por isso”, disse.

Boaventura Sousa Santos é ligado a movimentos de esquerda. Sociólogo renomado na Europa, ele ficou conhecido no Brasil depois de participar de três edições do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas na década de 70, quando militava no Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo de extrema esquerda

Sociólogo francês fala, no UCS Teatro, sobre a era das conexões

Sociólogo francês fala, no UCS Teatro, sobre a era das conexões.

Um nova configuração do olhar sobre o contemporâneo é um dos aspectos a serem abordados na palestra “A religação com o ser na era das conexões: educar, comunicar, transcender”, do sociólogo francês Michel Maffesoli, especialista na análise do cotidiano e da pós-modernidade. Ele falará, na segunda-feira, dia 22, às 20 horas, no UCS Teatro, em evento promovido conjuntamente pelos centros de Filosofia e Educação, Ciências Humanas e Ciências da Comunicação.

A atividade é aberta ao público interessado. Estudantes da UCS têm entrada franca e o restante das pessoas pagam taxa de R$10,00.

O professor também participará do III Simpósio Nacional de Moda e Tecnologia, onde falará sobre “A cosmética transcendental”, na terça-feira, dia 23, às 18h30min, no Campus 8.

Michel Mafessoli é docente do Centro de Estudos sobre o Atual e o Cotidiano, da Universidade de Sorbonne (Paris IV). Suas principais obras são “A transfiguração do político”, no qual aborda as mudanças nas novas formas de política; “O tempo da tribos”, que trata dos novos grupos sociais; e “Sobre o nomadismo”, em que estuda a transição da era pós-moderna.

Palestra com o sociólogo Emir Sader

Palestra com o sociólogo Emir Sader

Áreas: General

Data: el 07/05/2009
Horas: 19h30
Lugar: Auditório Dom Gilberto – Campus I da PUC-Campinas ( Rodovia Dom Pedro I, km 136 – Parque Das Universidades )

Descrição
O sociólogo e cientista político Emir Sader ministrará a palestra “As Ciências Sociais na América Latina”, no próximo dia 7, às 19h30, no Auditório Dom Gilberto, no Campus I. O evento dará início ao Ciclo de Conferências “Ciências Sociais e os novos desafios”, organizado pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade.

A palestra, que visa proporcionar à comunidade interna um momento de reflexão e discussão sobre a realidade Latino Americana no cenário da crise mundial, é aberta a estudantes do curso de Ciências Sociais e dos outros cursos do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA), e também aos estudantes e docentes de outros Centros da Instituição.

No mesmo dia, Sader fará o lançamento de seu novo livro, “A nova toupeira – Os caminhos da esquerda latino-americana” (Boitempo Editorial).

Emir Sader possui graduação em Filosofia, pós-graduação e mestrado em Filosofia, e doutorado em Ciência Política, todos pela Universidade de São Paulo (USP).

Atualmente, é professor doutor da UERJ, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas e Secretário Executivo do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Estado e Governo.

Organiza

País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Informação complementar

Etiquetas: puc-campinas
URL: http://www.puc-campinas.edu.br

IEA tem seminário sobre sociólogo Eric Hobsbawn

IEA tem seminário sobre sociólogo Eric Hobsbawn

O Instituto de Estudos Avançados apresenta o seminário Eric Hobsbawn como Sociólogo da Religião, que acontece na terça-feira (23), a partir das 15 horas. O conferencista será Michael Löwy, professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França.

O evento, aberto e gratuito, acontece no Auditório Alberto Carvalho da Silva, no IEA. A transmissão será feita ao vivo no site do instituto. Não há necessidade de inscrição prévia.

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, Travesa J, 374, térreo, Edifício da Antiga Reitoria, Cidade Universitária, São Paulo

Contato: (11) 3091-1686, email clauregi@usp.br

Socióloga pesquisa evolução do Forró Caju

Socióloga pesquisa evolução do Forró Caju

A origem, as danças, a dinâmica cultural e a evolução do Forró Caju são o foco de uma pesquisa realizada pela socióloga licenciada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Vanessa Garcez. Desde 2006, na época da graduação, ela estuda os aspectos da festa mais popular de Sergipe e coleta informações através de entrevistas, levantamento histórico de reportagens, materiais publicitários e fotos. Atualmente, o tema está sendo aprofundado na monografia de conclusão do curso de bacharelado em ciências sociais.

O São João de Aracaju despertou seu interesse quando ainda era estudante, por meio da orientadora, a antropóloga Eufrázia Cristina Menezes, do Departamento de Ciências Sociais da UFS. Em 2006, Eufrázia me chamou para pesquisar com ela os festejos juninos em Aracaju. As atividades foram divididas entre Priscila Santos Silva, minha companheira de estudos, e eu. Por meio do Programa de Iniciação Científica [Pibic], eu comecei a pesquisar o Forró Caju e ela, a rua de São João, explica Vanessa.

A primeira pesquisa, feita em 2006, consistiu numa etnografia sobre a participação do público e a comunicação do corpo durante o evento junino. No primeiro momento, estudamos as performances culturais que ocorriam no Forró Caju, trabalhando com a questão antropológica. É interessante ver como os diferentes grupos sociais se inserem na mesma festa, revela.

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